Entrevista
Militar completou quase um ano de atuação em prol de vidas ucranianas
Após um ano de serviço nas tropas de elite da Ucrânia, o aquidauanense Hélio Ortiz está prestes a retornar para casa, trazendo consigo não apenas memórias, mas também reflexões profundas sobre o que testemunhou e viveu durante sua missão em meio a um conflito que ainda não cessou.
Em entrevista ao O Pantaneiro, Hélio diz que a jornada foi "fora do comum", uma experiência que transcendeu todas as suas expectativas e o mergulhou em um mundo de desafios e perigos constantes. Descrevendo os momentos de combate, ele compartilha a intensidade do cenário: "Você está numa guerra ali, é complicado, o primeiro morto que cai perto de você, o deslocamento de ar, contusões, estilhaço...".

Hélio revela a dualidade de sentimentos que acompanha um período tão intenso de sua vida. A camaradagem com seus companheiros de armas, o estabelecimento de laços em meio ao caos, contrasta com a dor das perdas e a incerteza do futuro. Ele compartilha a dificuldade de lidar com a partida daqueles com quem compartilhou trincheiras, seja pela necessidade médica ou pela fatalidade do conflito.
Seu relato não é apenas uma descrição de eventos, mas uma reflexão sobre a complexidade humana em face da guerra. Hélio oscila entre o prazer do dever cumprido e a tristeza das consequências inevitáveis do conflito armado. "É algo difícil de lidar", ele admite, destacando a importância de manter a mente equilibrada em meio ao caos, para não sucumbir à loucura que ronda os campos de batalha.
Ao retornar para casa, Hélio traz consigo não apenas cicatrizes físicas, mas também um profundo entendimento sobre os limites da condição humana em tempos de guerra. Sua história, marcada pela coragem e pela resiliência, é um testemunho das experiências extraordinárias vividas por aqueles que enfrentam os horrores do conflito em nome da paz e da segurança de suas nações. "Isso se não acabar esse ano vai evoluir pra uma terceira guerra", finaliza.
Esporte e solidariedade
Evento terá largada e chegada no Parque Ecológico da Lagoa Comprida, no dia 18 de outubro; inscrições incluem doação de dois quilos de alimentos para ação solidária
Futebol amador
Partidas serão disputadas no Campo do Baixadão; competição reúne 15 equipes na disputa pelo título da categoria
Voltar ao topo