Segurança
Iniciativas lançadas pelo ministro Ricardo Lewandowski, nesta segunda-feira, 24, representam avanço na Política Nacional sobre Drogas
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou nesta segunda-feira, 24, duas importantes iniciativas para fortalecer o monitoramento e a integração de dados sobre drogas e novas substâncias psicoativas no Brasil. Durante a assinatura de três portarias no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o ministro Ricardo Lewandowski instituiu o PNIDD (Programa Nacional de Integração de Dados Periciais sobre Drogas) e o SAR (Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas), além de criar o Comitê Técnico.
Lewandowski destacou a importância da cooperação entre as forças policiais para combater o tráfico transnacional de drogas e o surgimento de novas substâncias. "Somente com integração conseguiremos enfrentar a criminalidade moderna de forma eficaz", afirmou.
A secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, explicou que o SAR e o PNIDD são fundamentais para monitorar os riscos à saúde e à segurança pública, permitindo integração entre laboratórios, adoção de protocolos comuns e orientação sobre investimentos.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ressaltou que a padronização dessas ferramentas facilitará o compartilhamento de informações e a execução de políticas públicas mais eficazes. A integração das polícias em uma rede de cooperação também foi enfatizada por Sandro Avelar, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, que destacou a importância de unificar dados para maior eficiência.
O SAR, que funcionou como projeto piloto entre 2021 e 2023, agora se torna permanente. O sistema monitora a circulação de novas substâncias psicoativas e emite alertas rápidos, melhorando a resposta das instituições com base em dados atualizados e evidências científicas. O comitê do SAR incluirá representantes de órgãos de saúde, sociedade civil e especialistas em toxicologia.
Já o PNIDD visa melhorar a análise forense nas áreas química, toxicológica, medicinal e epidemiológica, promovendo a colaboração entre o Governo Federal, estados e Distrito Federal. O programa busca otimizar os recursos nacionais e fornecer informações confiáveis para a formulação de políticas públicas de saúde e segurança baseadas em dados concretos.
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