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Dia Internacional da Mulher

EJA Mulher tem a primeira formatura com 17 alunas em MS

Histórias de superação e alegria marcaram a formação

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Mulheres em Mato Grosso do Sul estão transformando suas vidas com o curso EJA Mulher, destinado especialmente ao público feminino entre adolescentes e adultas. A primeira turma do EJA Mulher - promovido pela SED (Secretaria de Estado de Educação) - se formou o ano passado, com o curso oferecido na Escola Estadual Cívico Militar Marçal de Souza Tupã Y, em Campo Grande, e entre 17 alunas que concluíram o curso está a dona de casa, Fátima Benites Torres, de 64 anos, moradora do Jardim Los Angeles, na Capital.

Fátima ficou sabendo do curso por meio do programa Mais Social, do Governo do Estado, da qual também é beneficiária. "A coordenadora do Mais Social me avisou e fiz minha matrícula. Participei o ano passado. Foi um sucesso, consegui passar de ano. Estou firme e forte. Eu recomendo que outras mulheres façam o EJA", conta emocionada.

Divorciada e mãe de seis filhos, ela relata que o EJA Mulher mudou a sua vida. "Não tenho palavras para agradecer ao EJA. Foi através dele que eu trabalhei minha timidez. Eu era uma pessoa muito triste e deprimida. Tomava remédio para a ansiedade. Depois do EJA, parei com todos os medicamentos. Hoje, eu sou uma outra mulher e pretendo continuar estudando e me dedicando à Matemática. Eu pretendo investir em mim, criar alguma coisa para ganhar o meu sustento, porque aprendendo Matemática eu tenho como trabalhar", descreve. 

Fátima Torres afirma que frequentou assiduamente as aulas noturnas na Marçal de Souza durante todo o ano letivo, de segunda-feira a sexta-feira.

O curso EJA Mulher foi implementado em 2024 e apresenta como objetivo promover o desenvolvimento das habilidades da leitura, da escrita e do cálculo, valorizando o saber previamente construído e a participação ativa das estudantes como protagonistas das suas aprendizagens e condutoras dos seus projetos de vida.

As estudantes concluintes são mulheres, desde adolescentes até alunas com mais de 60 anos, que por motivos relevantes em suas vidas priorizaram o trabalho para sustento e sobrevivência de suas famílias. Acabaram abandonando os estudos e adiando seus sonhos, mas conseguiram enfrentar o desafio de recomeçar uma nova vida.

O assessor escolar da Coordenadoria de Modalidades Específicas da SED, Jean Carlos Almeida Cordoval, explica que o  curso EJA Mulher surgiu de uma necessidade de atendimento da população feminina em situação de vulnerabilidade social, com dificuldade de conciliar os estudos com as questões familiares, e mulheres que sofreram violência doméstica.

"O curso de EJA é uma proposta que viabiliza o acesso e permanência, bem como a inclusão educativa que respeita a trajetória de vida e a construção social das mulheres. A proposta também surgiu para atender uma meta do Plano Estadual de Educação, que estabelece a erradicação do analfabetismo absoluto e a redução em 50% da taxa de analfabetismo funcional, e a estratégia que aponta a oferta dos cursos de educação em horários alternativos de acordo com a demanda local e de forma que os estudantes, no caso as mulheres, possam retomar e progredir nos seus estudos", comenta.

Este ano, o EJA Mulher vai atender os anos finais da etapa do Ensino Fundamental na Escola Estadual Marçal de Souza. A segunda turma tem o objetivo de prosseguir investindo no aprimoramento das ações, do processo educacional, fomentando a equidade de gênero, a emancipação das mulheres por meio do acesso à educação.

 

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