Cidades
Expectativa é de cerca de 1 mil unidades no primeiro lote
O Governo Federal anunciou nesta semana uma nova vertente do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) que prevê a destinação de 3% das unidades habitacionais subsidiadas pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) a pessoas em situação ou trajetória de rua. A cidade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, está entre os 38 municípios prioritários contemplados pela iniciativa.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, a medida faz parte de uma política pública de reintegração social. As moradias serão gratuitas e acompanhadas de processos de inclusão, como o acesso à educação, saúde e apoio social. A expectativa é que cerca de mil unidades habitacionais sejam destinadas a esse público nesta primeira etapa.
A nova diretriz foi estabelecida por meio de portaria interministerial assinada na terça-feira (22), que define critérios de escolha dos beneficiários, priorizando famílias com crianças e adolescentes, mulheres, pessoas trans, gestantes, indígenas, pessoas idosas e com deficiência.
De acordo com o ministro, os municípios selecionados possuem alta concentração de pessoas em situação de rua, conforme levantamento de diversas pastas do governo federal. “Essas cidades têm a obrigação de destinar, no mínimo, 3% dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida para esse público. Esse percentual é o piso, não o teto”, explicou Jader Filho.
Além das moradias, o programa prevê acompanhamento social contínuo, além da inserção no mercado de trabalho e matrícula de crianças em instituições de ensino.
Campo Grande entre as contempladas
Campo Grande é a única cidade de Mato Grosso do Sul listada nesta fase inicial do programa. A inclusão da capital na lista leva em conta a quantidade de pessoas cadastradas no CadÚnico como “sem moradia”, além da capacidade de execução e acompanhamento social por parte do município.
Meta ampliada
O MCMV é responsável por mais de 50% dos lançamentos imobiliários no país, segundo o Ministério das Cidades. A meta inicial do governo federal era alcançar 2 milhões de unidades contratadas. Com o avanço dos contratos, o número foi ampliado para 2,5 milhões, com expectativa de chegar a 3 milhões de unidades habitacionais.
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