Desenvolvimento
Secretário Flávio César representa o Brasil no 9º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, em Coimbra
O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, está representando o Brasil no 9º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, que acontece até esta quarta-feira (18) na Universidade de Coimbra, em Portugal. Ele também é presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e participa como um dos debatedores convidados.
Durante o painel “Tributação e Alterações Climáticas”, nesta terça-feira (17), Flávio apresentou a experiência de Mato Grosso do Sul na condução de uma política fiscal que alia eficiência tributária e compromisso ambiental.
“É uma honra representar o Brasil e especialmente Mato Grosso do Sul em um fórum de tamanha relevância. Mostramos ao mundo que é possível promover justiça fiscal sem abrir mão da sustentabilidade”, afirmou.
O secretário destacou que o Estado se antecipou à Reforma Tributária e vem adotando medidas que incentivam uma economia de baixo carbono. Entre elas, estão políticas fiscais para o uso de energias renováveis, como biogás, biometano, energia solar e eólica.
Esses incentivos, segundo ele, estão vinculados a contrapartidas claras, como aumento da produção, geração de empregos e investimentos em infraestrutura. O modelo tem contribuído para o avanço da economia local e a redução do desemprego.
“Com uma política fiscal inteligente, conseguimos atrair grandes indústrias e gerar milhares de empregos. Hoje, Mato Grosso do Sul tem uma das menores taxas de desocupação do país”, ressaltou.
Integração entre finanças e sustentabilidade
Flávio também compartilhou com os participantes as iniciativas do Comsefaz para integrar a gestão fiscal à agenda ambiental. Uma delas é a criação do Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas e Gestão Fiscal, em dezembro de 2024, com o objetivo de desenvolver estratégias conjuntas entre os estados brasileiros.
Outra ação em destaque é o grupo técnico do GEFIN (Gestores das Finanças Estaduais), criado para mapear ativos ambientais e fortalecer a tributação verde como ferramenta para finanças públicas mais resilientes.
Reforma Tributária e pacto federativo
Na abertura do evento, o secretário falou sobre os desafios da implementação da Reforma Tributária no Brasil. Ele defendeu um sistema que una simplificação, equilíbrio federativo e responsabilidade socioambiental.
Flávio citou a sanção da Lei Complementar nº 214/2024, que define as normas gerais do novo modelo tributário, e o Projeto de Lei Complementar nº 108/2024, que trata da criação do Comitê Gestor do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), atualmente em análise no Senado.
“A construção desse novo sistema tem sido feita com base em diálogo federativo e responsabilidade técnica. O Comsefaz tem tido papel fundamental nesse processo”, pontuou.
Com o tema “Um sistema tributário global e inclusivo: promotor de justiça social e crescimento econômico sustentável”, o congresso reúne cerca de 400 participantes e é promovido pela Associação Sindical dos Profissionais da Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT), com apoio de entidades brasileiras e portuguesas.
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