Geral
Sistema irá mapear atendimento médico em todo o traçado da rota internacional, com foco em urgência e atenção básica
O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou uma nova etapa no planejamento da cobertura de saúde pública ao longo do Corredor Bioceânico. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) reuniu-se nesta quinta-feira (31), em Campo Grande, com representantes da Semadesc, Corpo de Bombeiros e UEMS (Universidade Estadual) para alinhar diretrizes do atendimento nas cidades cortadas pela rota internacional.
A proposta é criar um modelo de resposta estruturada do SUS nas áreas de urgência, emergência e atenção básica nos municípios que integram o trecho sul-mato-grossense do corredor, desde Bataguassu até Porto Murtinho. A iniciativa busca preparar o Estado para o aumento da circulação de pessoas e cargas, ligando o Atlântico ao Pacífico por meio da integração com países vizinhos.
Segundo a SES, está em curso um levantamento técnico da infraestrutura existente, com foco em unidades de pronto atendimento e serviços essenciais para casos agudos. A ideia é consolidar os dados em uma plataforma digital acessível, com informações georreferenciadas sobre onde encontrar socorro médico ao longo da rota.
“Estamos mapeando toda a rede de saúde no percurso do corredor, com foco inicial em ortopedia, cirurgia geral, pediatria e atendimento materno. O objetivo é que qualquer pessoa, brasileira ou estrangeira, saiba onde buscar ajuda em situações emergenciais”, afirmou o médico João Ricardo Tognini, assessor técnico da SES.
A ferramenta, ainda em fase de modelagem, poderá funcionar como aplicativo ou sistema web, com acesso simplificado. De acordo com o coordenador de TI da SES, Marcos Espíndola, a intenção é que caminhoneiros, turistas e moradores possam localizar unidades de saúde próximas, incluindo especialidades e disponibilidade.
Além da estrutura física, a SES também está organizando dados epidemiológicos das regiões envolvidas, o que poderá ajudar no planejamento estadual e na articulação com autoridades sanitárias de outros países. A plataforma deve ser apresentada oficialmente no fim de agosto, durante fórum técnico sobre o Corredor Bioceânico.
A superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, explicou que a proposta segue o princípio de acompanhar o avanço da infraestrutura com serviços públicos essenciais. “Estamos conectando vigilância, atenção e tecnologia da informação para garantir que a saúde acompanhe o desenvolvimento da rota”, disse.
A reunião também contou com a presença de representantes da Vigilância em Saúde, Atenção à Saúde e do Corpo de Bombeiros, que poderá integrar suas bases de dados ao sistema. A ideia, segundo a SES, é que a ferramenta possa futuramente incluir outros serviços além da saúde, como segurança e logística.
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