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Enfrentamento dos focos de calor contou com a ajuda da FAB e trabalhadores locais / CBMMS



Após um grande incêndio que tomou conta do Morro do Urucum, um dos picos mais altos da região de Ladário e Corumbá, militares do corpo de bombeiros conseguiram controlar as chamas durante a madrugada. A atualização da situação veio agora de manhã, com informações do tenente-coronel Wander Meirelles.

O fogo começou no fim da tarde de ontem (28) e tomou grandes proporções em pouco tempo. Três guarnições do Corpo de Bombeiros foram destacadas para o local e receberam apoio de militares da Força Aérea Brasileira (FAB), que mantêm uma base do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) no topo do morro. Além deles, um carro-pipa e funcionários das usinas e empresas de mineração que atuam no maciço de Urucum também se mobilizaram para ajudar.

Imagens feitas pelos bombeiros ontem mostram a proporção assustadora das chamas.

O comandante Meirelles, responsável por esta frente de combate da Operação Hefesto, chegou a dizer ontem que "as equipes não sairão de lá enquanto não contornamos essa situação". De fato, os trabalhos se estenderam até as 4h30, aproximadamente, momento em que o fogo já não oferecia riscos à área em torno do Cindacta.

Para esta quarta-feira, a prioridade é verificar a possibilidade de continuar as ações no local utilizando aeronaves, já que o terreno íngreme tem dificultado o trabalho dos bombeiros. Para isso, Meirelles aguarda por uma melhora nas condições de visibilidade – muito prejudicadas pela quantidade de fumaça que tomou conta da região – e a confirmação do comandante dos aviões sobre a capacidade dos veículos de sobrevoarem alturas tão elevadas.

A quase 900 m de altitude e com relevo inclinado, local do incêndio dificulta muito o trabalho dos bombeiros.

Enquanto isso, em solo firme, os bombeiros continuam fazendo o combate direto com água e reforçando aceiros para conter as queimadas.

Saldo das perdas – O Diário Corumbaense compilou dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da UFRJ, que mostram que 965.150 hectares de Pantanal sul-mato-grossense já foram destruídos pelos incêndios. Se incluirmos a área do bioma no dentro do estado vizinho de Mato Grosso, o total sobe para 1.313.825 hectares perdidos.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) deflagrou em julho a Operação Hefesto, com o objetivo de combater queimadas no Pantanal e monitorar as matas da região. Ao todo, a corporação empenhou para as ações 82 militares, uma aeronave, 10 viaturas, um ônibus e diversos materiais de combate a incêndio florestal, que vêm sendo empenhados há três meses.

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