Meio Ambiente
Evento ocorre há, no mínimo, oito dias na altura do quilômetro 21, às margens da rodovia MS-345
As imagens de milhares de alevinos subindo o Rio Miranda foram capturadas por uma pessoa que ficou encantada, gravou um vídeo e distribuiu pelo WhatsApp. O Jornal O Pantaneiro conversou com o professor José Rimoli, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus Aquidauana, e ele explicou o fenômeno.
“É resultado da Piracema. Alevinos, pós-eclosão, subindo o Rio Miranda. “Muito bonito”, disse. No período da Piracema, de novembro a março, “os peixes subiram, reproduziram, e agora é um período dos alevinos se espalharem, em direção à montante e à foz, e aos rios afluentes”, complementou o professor.
Lembrando que o termo montante refere-se às cabeceiras dos rios e à foz, ponto onde o rio deságua em outro, lago, lagoa, ou até mesmo um mar, ou oceano. Enfim, os alevinos estão procurando um lugar para viver. Pressupõe-se que milhões deles estejam fazendo isso ao longo dos 800 quilômetros de extensão do Rio Miranda.
Entre os fatores que influenciam a subida dos alevinos, estão a variação do nível do rio, a mudança climática e o ciclo natural de reprodução. A subida massiva de alevinos no Rio Miranda é resultado de uma interação complexa entre fatores ambientais, climáticos e ecológicos.
O monitoramento desses eventos é crucial para entender as dinâmicas ecológicas da região e implementar medidas adequadas para conservação da ictiofauna.
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