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CRUELDADE ANIMAL

Massacre histórico: 706 baleias e golfinhos são mortos em apenas um dia nas Ilhas Faroé

Caça em massa brutal choca a comunidade internacional; parlamento local blinda pescadores e aprova emenda que isenta prática de cumprir leis de bem-estar animal

As águas das Ilhas Faroé, um arquipélago autônomo sob soberania da Dinamarca no Atlântico Norte, foram palco de um dos episódios mais sangrentos e devastadores da história recente da região. Em menos de 24 horas, uma série de três caçadas consecutivas — conhecidas tradicionalmente como grindadráp ou simplesmente grind — resultou no massacre de 706 mamíferos marinhos.

O balanço oficial da matança inclui 402 baleias-piloto, 300 golfinhos-de-laterais-brancas e quatro golfinhos-nariz-de-garrafa. Os números, considerados alarmantes por ambientalistas, não contabilizam os inúmeros filhotes e fetos das fêmeas grávidas que também perderam a vida.

Cenas de agonia e brutalidade extrema

Toda a ação foi minuciosamente documentada e denunciada pela organização internacional de conservação marinha Sea Shepherd, que classificou a escala da matança como "sem precedentes". De acordo com os relatos e as imagens capturadas por ativistas, os animais foram cercados e encurralados por barcos motorizados em três baías diferentes do arquipélago (Tórshavn, Skálabotnur e Hvalvík).

Ao ficarem acuados na parte rasa das praias, os animais foram atacados pelos participantes com longas lanças e facões.

Testemunhas relataram um cenário de caos absoluto: devido à quantidade massiva de animais, os caçadores ficaram sem as lanças espinhais regulamentares (projetadas para uma morte mais rápida). Sem o equipamento correto, centenas de golfinhos foram cortados vivos com facas comuns, prolongando sua agonia enquanto batiam contra as rochas e sangravam até a morte.

Durante o monitoramento, dois ativistas da Sea Shepherd foram presos pela polícia local sob a acusação de "interferência", em uma clara tentativa das autoridades de conter a repercussão negativa e a exposição das imagens na imprensa global.

Blindagem política e revolta internacional

A reação do governo local ao massacre gerou ainda mais indignação internacional. Em vez de impor limites à prática, o parlamento das Ilhas Faroé aprovou por unanimidade uma emenda jurídica que isenta legalmente o Grindadráp de cumprir a Lei de Bem-Estar Animal do território. Na prática, a medida blinda os pescadores e impede que eles sejam processados criminalmente por crueldade e maus-tratos.

Defensores da caça justificam o massacre como uma "tradição viking" que remonta ao ano 800 d.C. e alegam defesa da soberania cultural. No entanto, cientistas e economistas rebatem o argumento, apontando que o arquipélago possui hoje uma economia moderna e altamente desenvolvida, tornando a caça completamente desnecessária para a subsistência da população.

Além disso, relatórios de saúde pública já alertaram que a carne desses animais está altamente contaminada por mercúrio e microplásticos, representando um grave risco à saúde humana. Organizações de direitos dos animais agora pressionam o Reino Unido e a União Europeia para que apliquem sanções econômicas e comerciais contra o arquipélago como forma de banir a barbárie em definitivo.

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