Uma garota de Aquidauana, de nome não revelado, por isto vamos chama-la de ?TK?, teve o descuido de muitos mortais, deixando um bem do lado de fora de casa, mais exatamente no muro, depois de um momento de descontração. Só que o bem era um iPhone, avaliado em R$ 1 mil. Um transeunte, que o encontrou, não devolveu o aparelho.
Quando começava a lamentar a perda, porém, TK, que utiliza as redes sociais com frequência, começou a receber uma abordagem, solicitando a venda do código do seu próprio aparelho, pela importância de R$ 100,00. Não hesitou em acionar a Policia. Policiais do Núcleo de Inteligência e Captura, NIIC, começaram a investigar o caso. E chegaram a um adolescente.
O caso, porém, não foi resolvido de imediato. Começava ali o desvendamento de uma cadeia de envolvidos. O adolescente realmente era o autor da abordagem à vítima, oferecendo R$ 100 pelo código de desbloqueio. Mas, o bem subtraído de TK estava de posse de ?Junior?, seu padrasto. Júnior, por seu turno, o teria comprado de um tal de ?Leo Brown?, por R$ 150 reais, que dele se apossou ?num rolo? com o cunhado de prenome ?Juliano?, vulgo ?Matel?. Este último teria ?achado? o iPhone de TK.
Descoberto todo o processo, os envolvidos terão que arcar com as consequências. Juliano vai responder pelo crime de apropriação de coisa achada, enquanto Leo Brown e Junior responderão pelo crime de receptação. TK certamente aprendeu a lição de ser mais cuidadosa. ?Qualquer cidadão que achar um objeto que se saiba ou não ser perdido, deverá quem encontrou acionar a Policia ou entregar em uma Delegacia de Policia, pois do contrário, se pego, responderá pelo crime?, observa o chefe do NIIC, delegado Antonio Ribas.