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Pantanal

Onças reaparecem e são alívio para quem viu fogo devastar Pantanal

Fera e seus filhotes foram vistos se divertindo num açude da fazenda onde ao menos 35 mi hectares foram destruídos

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Depois que em agosto e setembro, Pantanal teve milhares de hectares destruídos pelo fogo, o reaparecimento das onças-pintadas serve de alento para quem viveu a devastação. Nesta terça-feira (8), o projeto Onçafari publicou vídeo de uma das panteras monitoradas.

Fera e seus filhotes foram vistos se divertindo num açude do Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, onde ao menos 35 mi hectares – o equivalente a 49 mil campos de futebol – foram queimados. “Nós já tínhamos a confirmação que a Fera estava bem, porém não era certeza que os filhotes também estavam. Este avistamento foi mais uma alegria após o incêndio”, diz o post. 

De acordo com texto publicado no blog do projeto, já ficou constatado que ao menos 9 onças estão em segurança. “Na noite do dia 12 de setembro, nossa equipe avistou a Nusa, uma das onças acompanhadas por nós. Também registramos atividades normais nos colares GPS de outros dois indivíduos, a Natureza e a Fera, indicando que elas estão bem e conseguiram escapar do fogo. E assim, de uma em uma, confirmamos 7 onças bem e saudáveis”, explicou o Onçafari.

Gaia levando um jacaré fresquinho para dentro de capão de mata (Foto: Stephanie Simone/Onçafari)

Resgate – Uma das onças, o Jatobazinho, precisou ser retirada da fazenda durante a fase mais crítica dos incêndios. O animal está sendo preparado para a reintrodução na natureza e foi levado de avião até o projeto Onças do Rio Negro, na Fazenda Vera Lúcia.

“Assim que percebemos que o incêndio tomaria grandes proporções, corremos para resgatar o Jatobazinho. No caminho do resgate, o fogo já havia se espalhado rapidamente, mas conseguimos retirá-lo da área a tempo de levá-lo para a pista de pouso”, também narrou o blog. O felino já voltou ao refúgio.

Fera e um dos filhotes nadando em açude da Caiman (Foto: Victoria Pinheiro/Onçafari)

O fogo – O incêndio na fazenda Caiman começou no dia 9 de setembro, quando o fogo que estava em uma propriedade vizinha atravessou o Rio Aquidauana.

Mato Grosso do Sul precisou de reforços para acabar com os incêndios no Pantanal. Os 34 bombeiros encaminhados pelo governo do Distrito Federal para ajudar ao combate ao fogo se despediram do Estado no dia 1º, depois de 11 dias de trabalho.

Após registrar cerca 700 focos de incêndio por dia, durante os meses de agosto e setembro, as equipes controlam neste início de outubro apenas quatro focos ainda existentes na região de Corumbá, município distante 420 quilômetros de Campo Grande.

Jatobazinho, onça resgatada do recinto durante os incêndios no Pantanal (Foto: Leonardo Gomes/Onçafari)

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