dothCom Consultoria Digital
Publicado em 24/01/2008 às 11:38
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Associação Mutual Israelita foi alvo do maior atentado terrorista na ArgentinaOs libaneses Farouk Abdul Hay Omairi e Kaled Omairi, filho de Farouk, foram transferidos na última semana para o Presídio Federal de Campo Grande. Os dois foram condenados a 11 anos e oito meses de reclusão por tráfico internacional de drogas, em sentença de setembro de 2007. Farouk Omairi ainda é citado pelo governo americano como um colaborador do Hezbollah e suspeito de atentado terrorista ocorrido na Argentina, em 1994, em que 85 pessoas morreram e outras 300 ficaram feridas.
Farouk Abdul Hay Omairi e Kaled Omairi chegaram no presídio federal na sexta-feira, dia 18 de janeiro. Os dois estão nas celas usadas para o período de adaptação, podendo ficar no mínimo até dia 27 de janeiro ou no máximo, 6 de fevereiro. Os dois foram detidos inicialmente em janeiro de 2006, durante a Operação Camelo da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, que investigava o tráfico internacional de drogas. Eles eram proprietários de uma agência de viagens na cidade e forneciam passagens para as 'mulas' que faziam o transporte dos entorpecentes. O esquema atendia mercados consumidores na Europa e principalmente Amã, na Jordânia.
Pai e filho ficaram detidos na cadeia pública de Foz do Iguaçu e foram liberados ainda em 2006, beneficiados com alvará de soltura. Voltaram a ser presos em no dia 6 de setembro de 2007, depois que a 2ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu os condenou a 11 anos e oito meses de detenção pelo tráfico internacional de drogas. Desde aquele período, ficaram na delegacia da Polícia Federal e agora, foram transferidos para o presídio federal de Campo Grande.
Em dezembro de 2006, o Tesouro americano divulgou relatório em que Farouk Omairi consta juntamente com outros oito libaneses e descendentes como membro da comunidade do Hezbollah na região da Tríplice Fronteira. Ele ainda é apontado como um dos principais envolvidos na aquisição de documentos brasileiros e paraguaios falsos, por ter ajudado indivíduos naquela região a obter cidadania brasileira ilegalmente com a utilização de documentos falsos. Todos os nove citados no documento dos EUA seriam ligados ao clã Barakat, suspeito de fazer remessas vultuosas para o Hezbollah nos últimos sete anos.
O libanês ainda é suspeito de participar do atentado a sede da Associação Mutual Israelita Argentina, ocorrida no dia 18 de julho de 1994, conhecido como Caso Amia. Naquele ano, a associação comemorava o centenário de criação. Uma bomba explodiu no local, matando 85 pessoas e ferindo pelo menos 300, sendo o maior ataque terroristao ocorrido naquele País. Na calçada do prédio há uma faixa erguida com o nome de todas as 85 vítimas fatais e um local especial onde se pode acender velas para os mortos.
O Hezbollah foi fundado em 1982 para lutar contra invasões israelenses no Líbano. Na estratégia de libertação, consta que o grupo é responsável por atentados terroristas em Israel e a alvos israelensese em países da Europa e na Argentina. O grupo xiita, hoje um partido poderoso no Líbano, é liderado por Hassan Nasrallah.
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