dothCom Consultoria Digital
Publicado em 09/02/2008 às 13:31
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
A polícia descobriu que o assassinato do empresário do ramo do calcário José Carlos Guimarães, 67, ocorrido na semana passada, foi encomendado pelo próprio filho da vítima. conhecido como "Tato". De acordo com o Diário de Cuiabá, o acusado estava brigado com o pai, de quem é herdeiro da fortuna da família, que comanda uma das maiores empresas do ramo no Estado, a Reical Indústria Comércio de Calcário, cujo faturamento no ano passado foi em torno de R$ 13 milhões.
Conforme a polícia, Tato contratou dois pistoleiros para matar o pai. Além deles, mais duas pessoas colaboraram com a fuga dos executores e um outro teria contratado os assassinos.
Pela execução, três pessoas já estão presas - o filho do empresário, considerado o mentor do crime, o comerciante Welisson,o "Tampa", e Celso Outros dois participantes estão foragidos. Todos estão com prisão temporária decretada por 30 dias.
Segundo o delegado Márcio Pieroni, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o motivo do crime seria "ambição". As investigações apontam que as relações entre pai e filho estavam se deteriorando, a ponto do empresário tirar, na Justiça, a guarda da neta de oito anos, filha de Tato. A menina presenciou a execução do avô.
Os dois responsáveis pela fuga dos pistoleiros receberiam R$ 3 mil cada pela participação no crime. Eles colocaram os executores num Santana e levaram para fora da cidade. O valor recebido pelos pistoleiros não foi revelado. O assassinato mostrou o surgimento de uma nova figura no mundo do crime - o "assistente de pistolagem". Este seria responsável em apontar a vítima para o executor.
Pelo esquema, Welisson seria o responsável pela contratação dos pistoleiros e dos responsáveis pela fuga, para nada dar errado. Como pagamento, receberia 20 cabeças de gado. Existe a suspeita que teria acertado um valor em dinheiro.
Conforme as investigações, Carlos Renato e Welisson eram amigos e, há cerca de 30 dias, havia o comentário de que o filho do empresário estava muito irritado com o pai. Para os policiais que trabalham no caso, seria o indício de que iniciavam a trama do assassinato. Até o fechamento desta edição, Carlos Renato não tinha sido interrogado pelo delegado.
Welisson foi preso, ontem de manhã, em São José do Rio Claro (a 310 quilômetros da Capital) e chegou a Cuiabá no início da noite. Policiais da DHPP se deslocaram até a cidade para prender o comerciante. Carlos Renato e Celso foram presos em Cuiabá.
CRIME - O empresário estava em férias no estado do Pará chegando a Cuiabá no dia 27 de janeiro. Na segunda-feira subseqüente, ele se reuniu com funcionários na empresa, localizada na avenida Beira Rio. Na terça-feira à noite, ligou para o advogado Jotabairu Francisco Nunes para uma reunião de rotina. No momento em que estava no escritório, saiu para rua. Dois homens o esperavam. Um deles perguntou o nome e o outro atirou.
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