dothCom Consultoria Digital
Publicado em 21/02/2008 às 10:31
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
A empresa Halliburton informou à Polícia Federal que os dois discos rígidos com informações exclusivas da Petrobras furtados em Macaé, no Rio de Janeiro, não estavam no contêiner arrombado no mês passado, revela matéria de Sergio Torres publicada nesta quinta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Segundo depoimento de um funcionário, o furto ocorreu em data anterior.
O registro sobre o arrombamento do contêiner feito em 1º de fevereiro pela Petrobras lista as peças furtadas (laptops, HDs e pentes de memória), mas não faz referência ao outro furto. Essa informação vem sendo mantida em sigilo pela PF.
No documento em que relata trabalho feito em Macaé, o perito criminal Isaque Morais diz que um funcionário da Halliburton lhe mostrou a CPU de onde foram levados os discos e pentes de memória. A CPU estava em um galpão a cerca de 150 metros do contêiner.
A PF informou ontem que os dados furtados vinham de uma sonda de perfuração responsável pela descoberta do megacampo de Júpiter, localizado na Bacia de Santos (SP). A reserva, anunciada no início deste ano, foi classificada como capaz de tornar o Brasil auto-suficiente em gás natural.
Na terça-feira, o Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Valdinho Jacinto Caetano, descartou a hipótese de crime comum e criticou a segurança do sistema de transporte de dados importantes da estatal petrolífera. Na opinião de Caetano, ele é "falho".
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