dothCom Consultoria Digital
Publicado em 18/04/2008 às 10:37
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni estão sendo novamente ouvidos pela Polícia Civil de São Paulo nesta sexta-feira sobre o assassinato da menina, sob forte esquema de segurança. Também hoje, a criança completaria seis anos. Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, prestarão o segundo depoimento à polícia desde a morte de Isabella, ocorrida no dia 29 de março, enquanto passava o fim de semana na casa do casal.
Os laudos dos peritos já divulgados apontam que a menina sofreu tentativa de asfixia e foi jogada do sexto andar do edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de São Paulo). O pai e a madrasta são suspeitos de envolvimento no crime. Eles foram escoltados até o 9º DP (Carandiru), que concentra as investigações, e serão ouvidos em salas separadas. A previsão da Secretaria da Segurança é de que cada um seja ouvido por, aproximadamente, seis horas.
Reportagem publicada pela Folha mostra que a madrasta e o pai, Alexandre Nardoni, devem ser indiciados pela morte da criança. A polícia também deve pedir a prisão preventiva de ambos.
Desde a morte da menina, mais de 50 pessoas foram ouvidas pela polícia. Ao menos três delas foram indicadas pela defesa do casal. À polícia a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira disse acreditar que o pai e a madrasta de Isabella podem ter, "de alguma forma", envolvimento direto na morte da criança.
Ontem (17), Antonio Nardoni, avô paterno de Isabella, disse acreditar que a mãe "tenha exagerado". Ele defendeu a inocência de Alexandre e de Anna Carolina e disse que se seu filho fosse culpado pela morte da garota "ele já teria assinado a confissão".
Devido à grande movimentação no entorno da delegacia, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a polícia montaram um esquema para isolar o local e evitar tumultos. A imprensa deverá ficar confinada em uma tenda, montada na rua dos Camarés, em frente ao DP. Banheiros químicos foram instalados nas proximidades. A população será mantida afastada da entrada da delegacia.
No último dia 11, após cumprir oito dias de prisão temporária e serem libertados por decisão da Justiça, Nardoni e a mulher deixaram as delegacias sob tumulto e gritos da população que se aglomerava em frente ao 77º DP (Santa Cecília) e ao 89º DP (Portal do Morumbi). Na ocasião, policiais relataram que Jatobá chorou ao saber que seria solta e, em meio à confusão formada na saída, disse: "Não sou assassina."
Policiais afirmaram ainda que Nardoni ficou assustado com a confusão promovida pela imprensa e por curiosos em frente à delegacia. Ontem (17), curiosos que se aglomeravam na rua chutaram o portão da garagem da residência da família Nardoni, na zona norte de São Paulo. Na ocasião, Cristiane Nardoni, irmã do pai de Isabella, ao ouvir os gritos dos curiosos, saiu no portão e disse: "Não chama assassino [sic]. Eu vou chamar a polícia se vocês não pararem". A Polícia Militar foi acionada quando um grupo protestava em frente ao imóvel.
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