dothCom Consultoria Digital
Publicado em 07/07/2008 às 07:23
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
As mortes dos jovens Paulo César Alves de Medeiros, de 21 anos, e Cristiano Henrique de Barros, de 19 anos, nesta madrugada chamou a atenção dos populares. Os jovens fugiam da blitz da Ciptran (Compahnia Independente de Trânsito), que acontecia a poucas quadras, na Júlio de Castilhos com a Rua Yokoahma. Eles estavam numa motocicleta Bizz e ao entrarem na Rua Sagarana colidiram com uma árvore no trecho perto da Rua João Jacinto Câmara, no Jardim Panamá.
"Eu ouvi o estrondo. Sai, vi os bombeiros, a ambulância levando um deles e o outro morreu no local. Eles ficaram em frente à árvore e a Bizz foi parar a 15 metros deles. Os amigos deles choravam muito e disseram que eles estavam fugindo da blitz", relata Marco Franco, de 52 anos. O acidente aconteceu em frente à casa dele.
No local, o lençol usado pela funerária ainda está no chão. As marcas da pancada na árvore podem ser observadas. Um pedaço da superfície do tronco foi arrancado e ainda há marcas de sangue no asfalto.
A Rua Sagarana é bem sinalizada. Antes do acidente os jovens passaram por pelo menos dois quebra-molas, obstáculos colocados na via há três anos graças a um abaixo-assinado feito na época, lembra Franco que há 22 mora no local. No asfalto as faixas orientam o trânsito e na esquina do acidente está bem disposta a placa identificando a velocidade máxima da rua, 30 quilômetros por hora.
Reincidência
O acidente que matou os jovens aconteceu dezesseis dias após a morte de outro rapaz na região.. No sábado dia 21 de junho morreu José Henrique de Almeida Vieira Silva, de 25 anos. O acidente aconteceu também na madrugada, mas na Avenida Júlio de Castilhos. Silva morreu por volta das 2h10 em frente à igreja Universal, ao lado do antigo posto Panamá.
Após o semáforo da Rua Yokohama, o motociclista não conseguiu fazer a curva, perdeu o controle da motocicleta Titan, bateu no meio-fio, no poste, onde o motociclista caiu e o veículo foi parar na mureta do estacionamento do Supermercado Legal, distante a cinco metros do poste.
Só em junho morreram na Capital 11 pessoas vítimas de acidente automobilístico e mais 16 pessoas no hospital Santa Casa.
O trânsito de Campo Grande é ainda mais letal do que se sabia. Além das 11 pessoas que morreram nos locais dos acidentes durante o mês de junho, dados da Santa Casa mostram que outras 16 deram entrada com ferimentos graves e vieram a falecer, elevando para 27 o número de óbitos em decorrência do trânsito em apenas um mês.
Para se ter uma idéia, de janeiro a maio havia ocorrido 19 óbitos nos locais de acidentes, e em apenas um mês foram registrados 11, elevando para 30 o número de vítimas do trânsito no semestre. Em todo o ano passado foram 80 óbitos.
Na quase totalidade dos casos um adulto - morre vítima de acidente de trânsito em Campo Grande. É a principal causa de mortes na Santa Casa. De janeiro até junho vieram a óbito 57 pacientes, sendo 16 só em junho.
O álcool e a alta velocidade aparecem como causas das mortes que em pelo menos 90% dos acidentes que vitimizou motociclistas, conforme informações do hospital. Somadas as mortes registradas na Santa Casa às nas ruas, só este ano 98 pessoas morreram este ano vítimas de acidentes.
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