dothCom Consultoria Digital
Publicado em 23/09/2008 às 07:46
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A mãe da criança - uma bancária que prefere não se identificar - não consegue esconder a revolta cada vez que vê as imagens. "Meu Deus, minha filha não fez nada", diz a mãe ao ver as agressões na tela do computador.
Ela começou a desconfiar das agressões contra a filha, de dois anos e cinco meses, depois de uma conversa com o filho mais velho. "Minha filha estava chorando, e quando ele perguntou, ela disse que 'a pessoa' tinha batido nela", relata a mãe.
Os pais contrataram um serviço de circuito interno de TV por um período de um mês. Mas, em menos de 48 horas, constataram o que temiam: a babá que era paga para proteger e cuidar da filha deles agredia e maltratava a criança.
A mulher aparece puxando com força várias vezes o cabelo da menina, que chora com as agressões. Em outra imagem, a babá fura duas vezes a perna da menina com um palito de madeira.
"Eu presenciei absurdos, desde agressões físicas até palavras de baixo calão. Há também falta de higiene e de cuidado. Um dia, às 13h, minha filha não havia almoçado", diz a mãe, indignada.
Na última sexta-feira, a mãe da menina demitiu a babá. Nesta segunda-feira, resolveu denunciar o caso à polícia.
"É um crime previsto em nosso Código Penal, cuja penalidade é uma pena de detenção que vai de dois meses a um ano de detenção", explica o delegado Jorge Ferreira.
"Meu alerta vai para todos aqueles que são pais, mães que têm que sair, que têm que deixar seus filhos sob a responsabilidade de uma outra pessoa, que nunca os deixem sozinhos. E, se for realmente uma necessidade, que se cerquem de tecnologia para acompanhar o dia-a-dia dos seus filhos", aconselha a mãe.
Eleições 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL participou de encontros nesta quarta-feira; ele apresentou propostas voltadas à geração de emprego e renda, investimentos e ampliação das oportunidades para a população da região
Eleições 2026
Candidata a deputada federal pelo PSDB destacou demandas de Bela Vista; saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento estão entre as prioridades
Voltar ao topo