Policial
A Funai (Fundação Nacional do Índio) e o CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) resgataram uma indígena Kaiowá, de 16 anos de idade, de uma casa em região nobre de Campo Grande. Segundo denúncia anônima, ela estaria vivendo sob regime de trabalho escravo. A menina é da aldeia Guaimbo, em Laguna Carapã. Lá, vivia com sua mãe e dois irmãos.
O resgate ocorreu hoje, às 10h30 no bairro Giocondo Orsi. Segundo informações do CDDH, a dona da casa é advogada. "A menina nos relatou que não podia sair da casa, a não ser para comprar coisas que fosse utilizar no trabalho doméstico ou comida". Ela foi mantida lá desde fevereiro deste ano, ainda segundo informações do CDDH. Ela disse ter o celular retirado de sua posse pela patroa para que não ligasse para sua mãe. Ela recebia somente R$ 10,00 ou R$ 15,00 para comprar produtos de sua higiene pessoal. Alessandra Carvalho
A menina está neste instante no CDDH. Ela irá almoçar e retornar à sua casa em Laguna. A Funai irá entrar com ação trabalhista na Justiça. "Vamos fazer o possível para que ela receba seus direitos", garantiu a assistente social da Instituição, Waner Rodrigues Aguero.
Aparentemente, segundo o presidente do CDDH, Paulo Ângelo, a menina não sofria nenhuma violência física, mas a família que a recebeu "pode responder por exploração de mão-de-obra infantil, condições análogas a escravidão e até por tráfico de seres humanos", caso a denúncia seja confirmada. "Ela trabalhava das seis da manhã às sete da noite", acrescentou o presidente.
Nota de falecimento
Artesão, esportista e incentivador da cultura regional, Lourival da Silva Santos marcou gerações com sua determinação, simpatia e participação em feiras, exposições agropecuárias e projetos culturais.
SOLIDARIEDADE
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