Policial
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 28/11/2008 às 11:51
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A família de Renan dos Santos Carvalheio (18), encontrado morto na manhã de hoje, desconfia que foi dívida de droga que levou ao assassinato do rapaz. Segundo familiares, Renan tinha contatos freqüentes com marginais da região do bairro Mata do Jacinto, entre eles dois conhecidos apenas como Boy e Magrinho, que estariam envolvidos no crime.
Aos prantos a mãe de Renan, Raquel dos Santos Cavalheiro, conta que o filho estava desempregado e vivia de "bicos", a maioria destes em um lava-jato da região. Ela acredita que o filho foi torturado antes de ser assassinado. "Meu filho não merecia uma morte destas. Tenho uma filha de cinco anos, que adorava o irmão. Como vou contra a ela que isso aconteceu?", lamenta.
Uma das tias de Renan, que preferiu não dar o nome, disse que aconselhou o sobrinho a deixar o "mundo das drogas". "Pelo caminho que ele vinha, era isso ou a prisão. Ele viveu a ilusão das drogas. Se ele tivesse me escutado ele não estaria morto".
Questionada sobre o que espera das investigações policiais de agora em diante, a mãe de Renan disse: "Agora eu só espero pela justiça de Deus. Porque nada vai trazer meu filho de volta".
Telefonemas - Dona Raquel conta que tinha alertado a Polícia desde a semana passada, quando ela recebeu um telefonema anônimo que dizia que seu filho estava morto, e enterrado em uma chácara na periferia de Campo Grande.
No início desta semana, outro telefonema anônimo foi feito, só que desta vez com mais detalhes. "Eles falaram a rua, o número da chácara e até onde os policiais deveriam procurar o corpo", disse uma amiga de dona Raquel, que preferiu não ser identificada.
Renan foi encontrado no início da manhã de hoje, o corpo estava em uma fossa recém escavada de cerca de quatro metros de profundidade, a vítima foi encontrada em posição fetal, com uma corda amarrando o pescoço às pernas, e enrolada em um lençol. Sobre a fossa os bandidos colocaram uma tampa de concreto e a cobriram com camadas de lixo e terra.
Chácara - Segundo familiares, que foram ao local acompanhar o trabalho da Polícia, os vizinhos da chácara contam que o local era freqüentado por pessoas com carros caros, e que durante o último mês muitas festas foram feitas lá. Contam ainda que era possível se ouvir tiros durante as festas. A chácara fica no Bairro Montevidéu, próximo a Associação dos Magistrados.
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