dothCom Consultoria Digital
Publicado em 28/11/2008 às 11:34
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O caseiro André Pereira de Souza Neto, de 24 anos, está preso em cela separada na delegacia de Terenos, município a 23 quilômetros. Ele confessou ontem ao cunhado e aos bombeiros, antes de se entregar a polícia, que teria jogado o corpo do filho Matheus Pereira de Souza Gondim, de 4 anos, em meio à mata da região das fazendas Santa Mônica e Patagônia, em Terenos, próximo às cidades de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti.
O suspeito teria sustentado a versão de que o filho desapareceu de casa. Porém, após confessar que jogou o corpo do filho na mata, André Neto disse que houve um acidente quando o garoto jantava. O menino teria se engasgado ao comer feijão com farinha. Desesperado, ao ver o filho morto sufocado, o pai teria decidido se desfazer do corpo.
Ele confessou ontem e hoje, ao amanhecer, identificou em meio ao Cerrado, o local onde jogou o corpo da criança. A área fica distante a 40 quilômetros da delegacia de Terenos. Peritos já estão no local.
"Não tem condição dele ficar em cela com os outros presos", diz o delegado Paulo Roberto Diniz, responsável pela investigação. A "lei" dos detentos é punir com a morte àqueles que cometem crimes contra crianças.
O boletim de ocorrência sobre o sumiço foi registrado na delegacia de Dois Irmãos do Buriti.
"Ele disse que anteontem por volta das 19h30 foi buscar erva-mate no vizinho que fica a 600 metros da casa dele e quando voltou o garoto já não estava mais", relata um agente de Dois Irmãos do Buriti. O delegado confirma a afirmação e diz que o pai agiu com "frieza" ao sustentar a versão e que os policiais desconfiaram do que foi dito.
A mãe do menino, Jucely Rodrigues Gondim estava em Campo Grande. Consta, ainda conforme versão policial, que ela tinha se separado de André Neto e veio morar na Capital com o filho. Ela voltou para a área rural para reatar com o marido.
Lá, deixou o menino e retornou à Campo Grande com a promessa de voltar no mesmo dia, o que não aconteceu. Para a polícia, André Neto disse que estava tudo bem entre ele e a esposa e que se reconciliavam após a separação. Jucely Gondim esteve na delegacia, onde prestou depoimento sobre o sumiço do menino.
Agora, Diniz deverá pedir ao IML (Instituto Médico Legal) os laudos sobre a causa da morte e também exames detalhados para identificar se houve algum tipo de violência sexual contra a criança. "Se o menino morreu por sufocamento, o exame vai identificar alimento no esôfago dele". O inquérito apura homicídio doloso, mas depende dos exames científicos para que haja um direcionamento preciso na investigação dos fatos.
O boletim de ocorrência sobre o sumiço do menino foi registrado no dia 26 de novembro às 14h30. Cinco bombeiros foram até o local no mesmo dia para procurar o garoto em meio à mata. Ontem por volta das 11 horas o pai acabou confessando o crime e deu início a procura pelo corpo. Anoiteceu e os bombeiros não tinham conseguido identificar o local porque o pai estaria confuso.
Hoje por volta das 5h30 as buscas foram retomadas e o corpo da criança encontrado.
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