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A cada 2 dias, sete perdem a CNH por falta de capacete

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No ano passado 1.325 CNHs (Carteiras Nacionais de Habilitação) foram suspensas pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito) por falta de uso do capacete pelos condutores ou por passageiros.


Isso equivale a dizer que a cada dois dias sete motociclistas perdem temporariamente a habilitação por este motivo, um dado preocupante considerando que os motociclistas são as principais vítimas de acidentes de trânsito. Eles estão mais vulneráveis, por isso representam 50% dos feridos e dos mortos nos acidentes ocorridos na Capital.


Obrigatório, o uso do capacete é o primeiro item conferido nas blitze realizadas pela polícia de trânsito, voltadas aos motociclistas. O supervisor de fiscalização da Agetran(Agência Municipal de Trânsito), Cleomar Campos, ressalta que tanto não usar capacete como usar sem viseira acarretam em multa e suspensão da Habilitação.


A infração é considerada gravíssima e a multa de R$ 191,53. Já deixar a viseira levantada, configura equipamento inoperante e a multa prevista é de R$ 127,69.


A importância da viseira é proteger os olhos contra poeira, algum pedrisco ou insetos, garantindo segurança ao tráfego. Cleomar explica que o capacete muitas vezes é o diferencial entre a vida e a morte em um acidente. "Quando o motociclista vão ao solo a cabeça, por ser um membro pesado, é geralmente a primeira coisa que bate", explica.


Perto de casa - Um alerta que faz é em relação aos condutores que fazem pequenos trajetos, nos bairros. Muitas vezes, por estarem perto de casa, têm a falsa impressão de segurança e dispensam o equipamento de uso obrigatório. "Isso faz com que muitas pessoas acabem morrendo na esquina de casa", avisa.


O estudante José Ricardo da Silva, de 23 anos, conta que é habilitado há três anos e que não descarta de forma alguma o uso de capacete. "Não pela proibição, mas pela segurança", justifica. Mas admite que quando circula próximo de casa às vezes deixa de usar o equipamento. "Já deixei de usar, mas não é comum", diz.


O mototaxista Luciano Schunke conta que é muito comum, aos fins de semana, ver condutores nos bairros sem capacete. Para ele, essa situação poderia ser diferente se houvesse mais policiamento.


Questionado se há resistência de passageiros em usar o capacete, disse: "Há passageiros que perguntam se têm de usar mesmo. Digo que é para minha segurança e para segurança dele", explica.


Luciano considera "salutar" o uso do equipamento e define: "apesar do corpo estar exposto, não estar seguro, a cabeça fica protegida. Na nossa profissão somos o espelho dos outros motociclistas, por isso temos de dar o exemplo", afirma. 

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