dothCom Consultoria Digital
Publicado em 28/01/2009 às 09:53
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Foragida há 20 anos, a empregada doméstica Valéria Dutra da Silva, 47 anos, foi presa na tarde de segunda-feira em uma casa em Anápolis (GO), a 50 km de Goiânia. Ela é acusada de matar as duas filhas, Mariana e Adriana, que tinham 5 e 6 anos de idade, respectivamente. O crime prescreveria em setembro e, se Valéria não tivesse sido presa, ficaria livre da acusação de duplo homicídio.
Valéria teria diluído veneno de rato na água e ofereceu às meninas em 1989, em Ceilândia (DF). A doméstica teria tentado se justificar ao dizer que matou as filhas porque não tinha como sustentá-las e que temia que as crianças fossem vítimas de preconceito por serem portadora de hanseníase. Na delegacia, ontem, ela se disse arrependida do crime.
A prisão só foi possível graças a uma denúncia anônima de um morador da cidade. Agentes da Delegacia de Repressão a Seqüestro (DRS) da Polícia Civil do Distrito Federal e da Polícia Civil de Anápolis agiram em conjunto para encontrar Valéria.
A doméstica trabalhava na cidade como babá, segundo a polícia. Ela teria dito que, por ter sido liberada após quatro meses na cadeia ainda em 1989, achava que a Justiça não decretaria sua prisão. Segundo a polícia, ela havia conseguido liberdade condicional e fugiu. Ela tem outro filho, que na época do crime vivia com a família paterna e nada sofreu.
Valéria vai responder por homicídio triplamente qualificado. Para cada uma das mortes, ela pode pegar até 30 anos de prisão.
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