dothCom Consultoria Digital
Publicado em 16/02/2009 às 08:09
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Seis meses sem a voz de Flávio Roberto Godoy, o vereador de segundo mandato do PDT, conhecido como Ratinho do Mato Grosso do Sul.
Sete disparos de pistola 45 calaram o radialista que "falava a verdade doa a quem doer", jargão muito usado por ele, em um comício em Bela Vista, no dia 26 de agosto de 2008. Ele liderava as pesquisas de opinião pública para ocupar o terceiro mandato no poder legislativo belavistense.
Um outdoor no centro de Bela Vista distante 339 km da capital Campo Grande no Mato Grosso do Sul relembra que no dia 26 de fevereiro de 2009, os bela-vistenses não contam mais com "o vereador do povo, sangue jovem na política".
Cabo Chico emocionado lembrou do amigo que "sempre mandava alô na rádio e alegrava as nossas manhãs na FM".
Para o jornalista Lilê Correa, do Clube de Imprensa da Região Sudoeste do Mato Grosso do Sul, Ratinha não foi abandonado. "Confiamos na justiça divina, Deus não abandona os seus filhos, Ratinho é um mártir da comunicação na fronteira", afirmou.
A viúva Gislaine Bergamo Godoy contou que conversou com o governador André Puccinelli e obteve garantias. "Ele me garantiu que o crime vai ser solucionado, os culpados vão ser encontrados, julgados e presos", contou.
A família e amigos do "Ratinho" realizaram no primeiro mês da morte do parlamentar uma caminhada por justiça e no segundo mês do falecimento do radialista uma caminhada pela paz. Terminado as eleições as autoridades não se pronunciaram mais sobre o "caso Ratinho do MS".
Cercado de mistério a morte de Flávio "Ratinho" Godoy continua impune como mais um "crime político sem solução no Mato Grosso do Sul".
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