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Polícia de MS já tem pista do suspeito que retalhou corpo de índio de 11 anos de idade em Amambai

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A Polícia Civil de Amambai, cidade do extremo sul de Mato Grosso do Sul, informou na tarde desta quarta-feira que já tem pista do envolvido no assassinato de Roberto Aquino Ricarte, um indiozinho guarani-caiová de apenas 11 anos de idade, que havia sumido no sábado e, ontem, terça-feira (3), fora achado com parte do corpo retalhado a facão.


O delegado Claudines Galinari disse ter ido a aldeia Amambai, onde ocorrera o crime, e lá ficou sabendo que no sábado à tarde, o garoto consumia bebida alcoólica com outros adolescentes, evento comum entre as crianças índias, segundo o policial.


A aldeia fica uns dez quilômetros longe da cidade, que é 340 quilômetros distante de Campo Grande.


Além disso, na aldeia que possui a segunda maior população indígena de MS, com cerca de 7 mil índios, existem históricos, disse o delegado, de adolescentes envolvidos no consumo e tráfico de maconha.


A região fica próxima ao Paraguai, tida como um dos territórios desse continente que mais produz a droga.


De acordo com o delegado, no início da noite de sábado, Ricarte, o garoto guarani, saiu sozinho do local onde bebia com os colegas e teria sido seguido por uma pessoa, a suspeita procurada desde esta quarta-feira.


O policial ainda não soube informar o motivo do crime nem se fora praticado por mais de um envolvido.


O garoto teve a mão direita decepada por facão e o rosto ficara desfigurado por outros cortes. Apuração do delegado sustenta que a vítima era tida como um "menino errante", ou sem família e sem casa para morar, segundo a linguajar dos nativos dali.


Roberto Ricarte fora adotado por uma ex-liderança da aldeia, mas saíra de casa por razão ainda desconhecida pela polícia. O delegado contou que o menino não estudava e era visto bebendo com frequência, e ainda costumava dormir em uma mata situada aos arredores da aldeia.


Problema
O delegado Claudineis Galinari disse que em recente operação na aldeia, servidores da Funai, Polícia Federal e policiais civis apreenderam droga e bebidas na tribo.


Contudo, segundo ele, é difícil fiscalizar a área: "Os culpados pelo consumo de bebida entre os índios são os brancos, aqueles que vivem criticando os índios", sublinhou o policial.


Negociar bebida alcoólica nas aldeias indígenas é crime federal e prevê pena que varia de seis meses a dois anos.

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