Policial
Policiais federais prenderam na manhã desta quinta-feira quatro pessoas em Campo Grande por participação numa quadrilha que, segundo as investigações, negociava cocaína com traficantes de uma favela do Rio de Janeiro. Os nomes dos implicados no caso ainda não foram revelados.
Os capturados serão levados para a superintendência da PF, em São Paulo. Foram emitidos 18 mandados de prisão, 12 dos quais cumpridos em Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo.
A justiça mandou prender um envolvido que mora na cidade de Ponta Porã, mas ele já havia sido preso antes também por tráfico de drogas.
Além das quatro prisões efetuadas na chamada operação "Riqueza", segundo a assessoria de imprensa da PF, em Campo Grande, os policiais apreenderam quatro carros, um jetski e computadores.
A operação acontece desde a manhã e, de acordo com a PF, a droga saia de Ponta Porá e seguia para São Paulo, onde a cocaína era preparada em laboratórios da Grande São Paulo e mandada para a Vila Cruzeiro, no morro do Alemão, território carioca. A assessoria em Campo Grande não forneceu detalhes da operação.
Lucros
De acordo com publicação do G1, a quadrilha lucrou cerca de R$ 3 milhões desde agosto de 2008, segundo o delegado Guilherme Almeida, responsável pelas investigações. .
Por volta de 15 horas desta quinta-feira, dos 18 mandados de prisão, a PF tinha conseguido prender temporariamente 12 pessoas em São Paulo e quatro em Campo Grande.
Durante as investigações, nos últimos nove meses, outros 12 suspeitos tinham sido detidos. Os presos vão responder por tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico, segundo a PF.
O delegado informou que a quadrilha adquiria pasta-base, cocaína e haxixe em Ponta Porá (MS), que eram transportados em fundos falsos de carros até a Grande São Paulo. A distância entre a fronteira sul-mato-grossense até a capital paulista é de ao menos 1,5 mil quilômetros
Durante as investigações, três laboratórios de refino de cocaína foram desmantelados em Santo André e Mauá, no ABC.
A droga preparada nos laboratórios era vendida para traficantes de uma facção criminosa no Rio, que, segundo o delegado, não foram identificados nas investigações, e o lucro obtido com o comércio era depositado em contas bancárias de empresas de "fachada" e "laranjas".
Nesta quinta-feira (14), foram bloqueadas 39 contas bancárias, 14 de empresas e 25 pessoas físicas, mas o delegado não soube estimar a quantia de dinheiro apreendida.
O esquema era comandado por um traficante que foi preso no início das investigações. De dentro de um presídio no estado de São Paulo, ele continuou a dar ordens, por telefone celular, para a quadrilha, segundo Almeida. A advogada desse traficante foi presa nesta quinta-feira. "Ela exorbitou de suas funções. Fazia o papel de levar informações pra ele", declarou o delegado Guilherme Almeida.
Foram cumpridos também 33 mandados de busca e apreensão, sendo 14 em São Paulo, cinco em Santo André, três em Mauá, um em Santa Isabel, cinco em Belo Horizonte e cinco em Campo Grande. (com informações do G1)
OPORTUNIDADES
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
TRÂNSITO
Vítima foi socorrida pelo Samu e transferida para Campo Grande; acidente ocorreu no mesmo local onde pastor morreu em novembro de 2025
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