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Ação pede sequestro de R$ 20 milhões da família Uemura

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Além da denúncia por sete crimes contra 13 pessoas, o MPE (Ministério Público Estadual) ingressou com três medidas cautelares pedindo a indisponibilidade e o sequestro de bens dos envolvidos na Operação Owari. Somente da família de Sizuo Uemura, 67 anos, os promotores pediram a indisponibilidade de bens avaliados em R$ 20 milhões para garantir o ressarcimento dos cofres públicos pelos desvios praticados nas administrações públicas de oito municípios de Mato Grosso do Sul e do Paraná.


A juíza da 1ª Vara Criminal, Dileta Terezinha Souza Thomaz, já acatou um dos pedidos e determinou o sequestro do Hospital Santa Rosa, incluindo-se equipamentos e veículos. Neste caso, o Hospital Evangélico recorreu contra a decisão, já que tem interesse em adquirir o prédio da instituição, arrendado pela família Uemura à Prefeitura Municipal de Dourados, que paga em torno de R$ 100 mil por mês de aluguel.


De acordo com o promotor de Defesa do Patrimônio Público e Fundações de Dourados, Paulo César Zeni, o sequestro dos bens tem o objetivo de garantir o ressarcimento dos cofres públicos pelos prejuízos causados pela organização criminosa à administração pública. Crimes - A promotora da Cidadania, Cristiane Amaral Cavalcante, explicou que a organização criminosa teria causado um prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos. A juíza Dileta Terezinha Thomaz ainda não julgou a medida cautelar, que o sequestro dos bens do empresário Uemura, acusado de ser o líder do grupo.


O sequestro poderá tornar indisponíveis empresas, imóveis e veículos da família Uemura. No entanto, o valor deverá superar R$ 20 milhões, explicou Cristiane, já que os valores precisam ser atualizados. Polvo - O procurador-geral de Justiça, chefe do MPE, Miguel Vieira da Silva, classificou o grupo criminoso como um polvo de mil tentáculos em administrações públicas para desviar dinheiro e fraudar licitações.
Além da administração de Dourados, Uemura teria comandado a organização criminosa para atuar nos municípios de Rio Brilhante, Douradina, Aral Moreira, Ponta Porã, Naviraí, todos em Mato Grosso do Sul, e Umuarama (PR).


"Uma investigação de dois anos (feita pela Polícia Federal) não vai se concluir numa semana", destacou Vieira, que considerou a investigação complexa e difícil, porque exige perícia contábil, levantamento do fisco, entre outros. O inquérito policial da Operação Owari, que significa ponto final em japonês, tem 44 volumes, sendo 35 de investigação e mais nove de interceptações telefônicas. A Operação Brothers, tem cinco volumes. A PF indiciou 73 pessoas, mas o número de denunciados poderá superar este número, segundo a promotora Cristiane Cavalcante.

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