dothCom Consultoria Digital
Publicado em 15/12/2009 às 12:46
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
Preso por matar o indígena João Carlos Francisco, 37 anos, Rodney Mota da Silva, 23 anos, baleou o sobrinho da esposa, de apenas 13 anos um dia antes.
Aos familiares do garoto, Silva disse que decidiu atirar porque o menino era "malcriado".
Já o índio, foi morto nesta madrugada, no Jardim Noroeste, no mesmo bairro onde ocorreu a tentativa de homicídio contra o menino,um dia antes.
Segundo a irmã do garoto, Éricka Gislaine Pereira Marques, o tiro que acertou o menino entrou pelo peito, atingiu o pulmão e foi parar nas costas.
Ele está internado na Santa Casa de Campo Grande, onde fará drenagem do sangue do pulmão.
Éricka conta que ele perdeu um rim devido ao tiro que recebeu.
De acordo com Éricka, a família estava reunida na casa do adolescente quando o menino fez uma brincadeira com Rodney Mota da Silva, que não gostou e atirou contra o menino.
Como Silva alegou ter atirado porque o menino estava malcriado, uma tia dele chegou a questionar por que o autor não foi reclamar com a mãe do menino da suposta má criação.
A tia descobriu que a tragédia só não foi maior porque a avó do adolescente entrou na discussão e ele parou de atirar.
Geraldina Pereira, tia do garoto baleado, convivia com Rodney Mota da Silva há seis meses.
Ameaça - Éricka revela ainda que Silva havia ameaçado outros adolescentes do Jardim Noroeste.
Ele chegou a passar de carro com outros homens para intimidar os meninos.
No bairro, predomina a "lei do silêncio". De todos os moradores, apenas Éricka comentou o crime.
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