O 3º Tribunal do Júri de São Paulo decretou nesta quinta-feira (5) a prisão temporária do policial militar Wanderlei Aparecido Pedroso, suspeito de envolvimento no assassinato do ajudante Jonata Felipe Souza Santos, 15, na sexta-feira (30), no centro de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo).
O cabo Wanderlei foi detido e encaminhado ao presídio militar Romão Gomes. Os outros dois policiais militares, também suspeitos de envolvimento no crime, estão recolhidos administrativamente na Corregedoria da Policial Militar.
Ontem, Pedroso foi reconhecido fotograficamente por uma testemunha ocular do sequestro de Santos.
O policial também é investigado sob suspeita de ser um dos responsáveis por vender segurança privada aos comerciantes da região onde Santos foi sequestrado. A Polícia Civil e a Corregedoria da PM investigam a participação de ao menos quatro policiais no sequestro.
Câmeras de segurança da prefeitura da cidade gravaram, por volta das 13h de sexta, o momento em que Santos foi levado por dois homens. O adolescente havia ido ao centro de Itapecerica para acompanhar um tio.
Na fim da tarde de terça-feira (3), policiais encontraram o corpo de um homem na divisa entre o bairro de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, e Embu Guaçu (Grande São Paulo).
Na manhã de quarta-feira, a mãe de Santos reconheceu o corpo, que tinha seis marcas de tiro no rosto e as mãos amarradas, como sendo de seu filho.
Segundo testemunhas, os homens que abordaram Santos na sexta-feira se apresentaram como policiais militares. Eles estavam à paisana.
A suspeita da Polícia Civil e da Corregedoria da PM é a de que Santos tivesse envolvimento com pequenos furtos em Itapecerica da Serra e, depois de tentar furtar o mini mercado de um policial militar, foi sequestrado e morto.