Pressão da imprensa, dos pais e perguntas ainda sem respostas claras fizeram a Delegada titular da Delegacia da Mulher em Dourados, Francielli Candoti, declarar neste sábado que não irá se manifestar mais sobre o caso do professor de geografia acusado pela própria esposa de pedofilia.
Neste final de semana o advogado de defesa do professor, Maurício Rasslan, declarou que não há indícios que comprovem crime de pedofilia. No notebook apreendido, segundo ele, não havia nada e no pen drive a foto de uma suposta aluna que não estaria nua.
Ao longo da semana, paralelamente a indignação de muita gente, alguns internautas, nos espaços destinados a livre manifestação, registraram que eram alunos do professor, cujo nome não foi identificado até o momento. E testemunharam favoravelmente em relação ao seu comportamento.
“Como a internet é um território de ninguém, não se sabe se os recados que defendem o professor são reais ou plantados”, observa um analista, consultado sobre o assunto.
Segundo a delegada Francielli o professor de geografia foi ouvido e está em liberdade. Quanto ao pedido de prisão ela observa que pode faze-lo “hoje, amanhã ou talvez nem fazer”. E conclui diante da pressão: “não vou ficar dando declarações”.
Já o advogado do professor acusado sugeriu que ele fosse à casa de seus familiares, em Ribeirão Preto, São Paulo. Após a denúncia da ex-mulher, ele não teve mais acesso a sua residência. Ficou sem roupa, sem dinheiro e sendo alvo de grande indignação popular.