O delegado Antônio Carlos Corsi Sobrinho informou que prendeu no fim da tarde deste sábado (30) a mulher que abandonou um bebê na noite de terça (26), no quintal de uma casa, na Vila Gustavo, Zona Norte de São Paulo. De acordo com o policial, ela tem 26 anos e “confessou” ter deixado a criança porque “estava desesperada” e não tinha como criar o filho. A mulher foi inciada por abandono de incapaz e, se julgada e condenada, pode pegar pena que varia de 6 meses a três anos de prisão.
“Ela confessou (que abandonou o bebê) porque não tinha condições de criar o menino, estava desesperada. Disse que o pai da criança sumiu”, contou Corsi Sobrinho, do 73º DP (Jaçanã). O caso foi aberto no 39º DP (Vila Gustavo), mas o delegado contou que chegou à mãe do bebê por meio de "investigação".
Segundo ele, a mulher, que é cuidadora (toma conta de pessoas doentes), deu à luz o menino no Hospital do Servidor Público Municipal, na Zona Sul, na segunda-feira (25), e saiu no mesmo dia. Como não é servidora pública, encontrou resistência por parte dos médicos para fazer o parto e acabou chamando a polícia. Depois que conseguiu ter o filho, deixou o hospital no mesmo dia, como relatou o delegado.
"Ela morava a 500 metros de onde deixou a criança. Contou que ficou ali olhando até alguém aparecer e pegá-lo", informou Corsi Sobrinho, que localizou a mulher em Suzano, na Grande São Paulo. O delegado informou ainda que recebeu uma denúncia informando que a criança abandonada na Vila Gustavo poderia ser a mesma que nasceu dia 25 no Hospital do Servidor Público Municipal.
O recém-nascido, com tempo de vida estimado pela polícia em 5 dias, foi deixado no quintal da casa de um porteiro. Ronaldo Ayres Gambale havia saído para ir à padaria e, quando voltou, encontrou o menino enrolado em um cobertor. Junto dele, havia uma bolsa com a inscrição "Mãe Paulistana", programa da Prefeitura que auxilia as gestantes. O bebê está internado no Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã.
De acordo com o delegado, a cuidadora disse que conheceu o pai da criança na igreja que frequenta, mas que, quando foi falar da gravidez, ele havia sumido. "A família dela nem desconfiava."