Os laudos do IML (Instituto Médico Legal) comprovam que Marcela de Souza Cardoso, de 26 anos, uma mulher que cursou o ensino médio completo matou a filha com parte de um rolo de papel higiênico, colocando-o na garganta da filha. Possuída, a mãe cega de ódio jogou o corpo do bebê no vaso sanitário e depois ainda deu a descarga.
?Foi um infanticídio. A mãe matou a filha recém-nascida e colocou pedaços de papel higiênico possivelmente quando ela começou a chorar?, afirma a delegada Anaídes Barros, da equipe de investigações da DHPP (Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa). Laudos também comprovam que Marcela não sofre de nenhum tipo de distúrbio mental e psicológico.
Nove dias depois da tragédia que abalou e revoltou uma população inteira, o marido de Marcela, descobre que nem ele, nem a mulher ainda entenderam a monstruosidade que ela fez.
Um homem aberto para o diálogo. Consciente de que seu nome está em jogo e, principalmente que tem que enfrentar uma barra pesada, além da fúria de uma sociedade inteira, que não concorda e ainda está revoltada com a morte do bebê, afirma que vai continuar lutando ao lado da mulher, pois também ainda não acredita que Marcela praticou um ato tão bárbaro e tão covarde contra a própria filha no momento do nascimento.
O programador de computador Marcos Antonio Andrade, de 38 anos, pai biológico do bebê assassinada pela mãe na madrugada da quarta-feira (06/07), e também pai de um menino de um ano e noves meses junto com Marcela é bem taxativo: ?Minha ficha ainda não caiu. Eu ainda espero a minha mulher entrar pela porta como se nada tivesse acontecido. Eu ainda não acredito que ela matou a nossa filha e que ela está presa?, desabafa.
Em depoimento à DHPP, Marcela nega ter colocado pedaços de papel higiênico na boca da filha em um crime de asfixia mecânica, mas os laudos e as fotos do material retirados da boca da criança são contundentes. ?São laudos técnicos que consolidam as provas científicas. Negar é a defesa dela?, pondera a delegada Anaídes.
Questionado sobre a morte da filha, Marcos diz que não entende porque a mulher matou a criança. ?Nós já temos um filho que vai completar dois anos e ela nunca mostrou qualquer tipo de alteração em seu comportamento, principalmente de mãe. A Marcela sempre foi uma mãe normal como todas as outras. De repente ela cometeu essa monstruosidade, que nem eu, nem ela e nem ninguém que conhece a gente ainda conseguiu entender?, comentou Marcos com voz em tom embargado.