A Polícia Civil prendeu na noite de terça-feira (19) uma mulher que guardava 75 kg de dinamite em sua casa, na zona rural de Salto (a 101 km de São Paulo).
O material estava armazenado em três caixas. A suspeita da polícia é que a dinamite fosse revendido para quadrilhas explodirem caixas eletrônicos.
De acordo com o delegado Moacir Rodrigues de Mendonça, responsável pelo caso, o local era monitorado havia cerca de um mês.
Silvana Boeque Farias, 32, foi presa em flagrante após entregar explosivos e conectores de retardo a Eraldo Gomes Carneiro, 55, que foi buscar o material junto com a família. Ele também foi preso em flagrante.
À polícia, Carneiro disse que recebeu o pedido de um amigo para buscar o dinamite, mas afirmou que não sabe qual uso teria. Já a mulher ficou em silêncio no depoimento.
Segundo Mendonça, há informações de que o material tenha sido desviado de uma fábrica de explosivos localizada em Lorena (a 199 km de SP). Um representante da empresa foi até a delegacia e prestou depoimento. O nome da empresa não foi divulgado.
Uma testemunha que estava na casa disse que o local era usado para armazenar explosivos há cerca de um ano.
Os dois suspeitos presos devem responder processo por posse ilegal de arma de uso restrito --o que abrange a posse de artefatos explosivos. A pena, se condenados, é de multa e três a seis anos de prisão.
A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos presos. A polícia ainda procura o homem que levou o material para a chácara.