Na madrugada de quinta-feira (25), por volta das 3 horas da manhã Cleonice Benites da Silva, 38 anos, foi encontrada morta na Rua Bichara Salamene, nas proximidades da Estação Ferroviária de Aquidauana. Ao lado do seu corpo uma pedra.
Por meio do Serviço de Investigação da Polícia Civil de Aquidauana (SIG) o delegado Mario Donizete chegou ao acusado Martinho da Silva dos Santos, 40 anos, o qual durante interrogatório realizado na manhã desta sexta-feira (26) confessou ser o responsável pelo fato. E ainda disse estar muito embriagado por isso não lembra de alguns detalhes.
Martinho e Cleonice, ambos corumbaenses, conviviam há 18 anos sendo que há dois moravam na rua, e viviam de ?bicos?, faziam faxina, carpiam quintal, com o dinheiro arrecadado bebiam pinga, uma rotina, beber além do limite.
No dia do ocorrido havia faturado R$ 15,00 e comprado tudo em pinga, começando a beber ainda pela manhã até as 17 horas ?esse horário ela sumiu e voltou era umas 10 ou 11 horas da noite. Ela queria volta a beber, e ai não deixei, foi quando a gente começou a discutir e ela pegou a pedra pra me agredir, daí nós rolamos no chão e eu tomei a pedra dela e joguei nela?, afirma Martinho.
Ainda em seu depoimento, Martinho alegou que não viu quando o Corpo de Bombeiros de Aquidauana chegou para tentar prestar socorro a Cleonice, pois logo após o ato seguiu para a rodoviária de Aquidauana, onde permaneceu bebendo até amanhecer e onde também foi detido na manhã de quinta-feira (25).
Martinho que não possui documentos pessoais, alegando que os mesmos foram queimados pela vítima, possui várias passagens pela polícia, dentre elas vias de fato, lesão corporal, ato obsceno, violência com arma branca e violência doméstica.
?Nossas brigas eram rotina já, quando ela não me mandava pro hospital eu que mandava ela e assim íamos. Ela gostava de me agredir, de bater em mim. Ela era meio agressiva?, relatou o autor do crime, que possui marcas pelo corpo das desavenças, dentre elas uma facada abaixo do umbigo, orelha deformada.
Martinho pode ser condenado por homicídio qualificado, cuja pena é de 12 a 30 anos de prisão ou por homicídio doloso simples, com pena prevista de 06 a 20 anos.
Testemunha:
Um jovem de 18 anos foi detido apenas, para esclarecimentos. O mesmo relatou que passava pelo local e ouviu os gritos da discussão. A testemunha conta ainda que viu o momento em que Cleonice foi atingida e que se dirigiu ao posto de gasolina próximo, voltando ao local acompanhado do frentista.