Na manhã desta quinta-feira (29), o paraguaio R.D.L. (23 anos) foi preso em flagrante na Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã quando tentava obter um passaporte brasileiro.
Ao comparecer na Delegacia, R.D.L. apresentou o RG de Eduardo Dutra, filho de Cerafina Dutra e nascido em 05 de novembro de 1991, em Ponta Porã. A policial federal que realizava o atendimento desconfiou e, ao checar, descobriu que o paraguaio havia falsificado uma certidão de nascimento e, com esse documento, obteve RG do Estado de Mato Grosso do Sul, título de eleitor e certificado de dispensa de alistamento militar ideologicamente falsos.
Preso em flagrante por fraude, o jovem confessou que havia conseguido os documentos porque desejava estudar e sentir-se ?brasileiro de verdade?. Também informou que queria levar sua namorada, grávida, para ?conhecer lugares bonitos?. Porém, durante a entrevista, o paraguaio disse que não estudava e recebia menos de um salário mínimo em uma marcenaria, valor insuficiente para viajar para locais distantes.
Para os policiais federais, o real motivo era outro: ele desejaria receber os benefícios sociais que somente um brasileiro poderia solicitar, tais como bolsa-família, aposentadoria, etc. E, sobre o passaporte, acreditam que o documento poderia ser utilizado para o tráfico internacional de drogas, armas ou de pessoas.
R.D.L. está preso na custódia da PF em Ponta Porã, à disposição da Justiça.
Segundo a PF, testemunhas que assinarem falsas declarações para que outras pessoas obtenham documentos no Brasil também estão cometendo crime e serão processadas. Caso as testemunhas já possuam registro de permanência, poderão perdê-lo.