Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) da delegacia de Anastácio esclareceram, na tarde desta quarta-feira, 08/08, o homicídio que vitimou o caminhoneiro
Ricardo Hidemitsu Dokko, na noite de 27 de junho passado. O caminhoneiro, que morava em Ponta Porã-MS, foi morto a pauladas e a facadas quando caminhava pela Avenida Manoel Murtinho. Os policiais civis identificaram os autores e nesta quarta-feira eles foram localizados, detidos e encaminhados para a delegacia.
Welton Jonathan da Silva Mendes, 18 anos, Nilton dos Santos Corvalan, 19 anos, além de um adolescente de 17 anos de idade, todos moradores em Anastácio, confessaram a prática do crime. Apenas o adolescente não tinha passagem pela polícia. Segundo
o delegado Mário Donizete Ferraz de Queiróz, que responde pela delegacia de Anastácio, a equipe de investigação chegou aos suspeitos por meio de diligências que duraram mais de 30 dias e ainda através de análises dos vários laudos periciais juntados no inquérito policial.
Ao ser detido pelos Civis, Nilton confessou que desferiu dois golpes de faca em Ricardo atingindo-o nas costas e no pescoço. Welton auxiliou Nilton e ainda aproveitou para subtrair a quantia de R$ 750,00 que estavam com a vítima. O adolescente teve participação nas agressões desferidas usando um pedaço de madeira. Nilton e Welton forma indiciados por homicídio doloso. Já o adolescente responderá pelo ato infracional praticado. Além do dinheiro, os autores confessaram que queimaram um aparelho celular e ainda os documentos da vítima e os destroços foram jogados, da Ponte Nova, no Rio Aquidauana.
Indagado se houve a prática de latrocínio (roubo seguido de morte) o delegado Mário Donizete esclareceu que ainda vai analisar mais profundamente tudo que foi apurado até agora. ?Neste primeiro momento o indiciamento foi de homicídio doloso, sem prejuízo de outros agravantes posteriormente?, adiantou o policial ao informar que foi solicitada, ao judiciário, dilação de prazo para a conclusão das investigações.
Motivação
Os indiciados disseram que mataram porque o caminhoneiro haviam procurado-lhes para comprar drogas. Como os autores afirmaram que estavam sem drogas, teve início uma discussão e Dokko teria dado um tapa no rosto de Nilton. Por conta deste possível entrevero, os trio resolveu matá-lo.
A investigação constatou que realmente o caminhoneiro era usuário drogas. Segundo a Polícia Civil, os autores do homicídio não tinham conhecimento que Dokko estava com o caminhão Mercedes Benz, de transporte bovino, carregado com quase 600 quilos de maconha. A droga foi descoberta um dia depois do crime pela equipe de investigação e peritos da Polícia Civil.