A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o dono da casa noturna em que uma garota de programa foi encontrada morta no dia 27 de janeiro e também contra o proprietário do estabelecimento para o qual ela trabalhava. De acordo com o delegado Wellington de Oliveira, eles são suspeitos de favorecer a prostituição.
Segundo ele, o empresário para o qual a vítima atuava também está sendo investigado por trazer três meninas de Corumbá, o que se enquadraria em tráfico interno de pessoas.
A vítima foi assassinada a tesouradas e o suspeito do crime é um garçom, que segundo a polícia contratou os serviços da garota. A polícia chegou à conclusão que os dois discutiram quando ele revelou que não tinha como pagá-la, o que teria motivado o homicídio. As investigações apontaram que eles estavam sobre o efeito de drogas.
Depois de atingir a mulher, o suspeito feriu-se com uma faca. Ele foi socorrido com o objeto ainda cravado no peito.
No dia do crime, o dono da casa noturna, que pediu para não ser identificado, confirmou ao G1 que o homem trabalhava como garçom, mas como o estabelecimento não estava funcionando, atuava como segurança do local. Já a mulher, segundo o empresário, trabalhava em outra boate.
O suspeito foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Ele já tem passagens pela polícia por estelionato, ameaça e furto. Após receber alta do hospital, o suspeito será encaminhado para o Presídio de Trânsito de Campo Grande.