Uma funcionária pública de Três Lagoas, distante 472 quilômetros de Aquidauana, foi indiciada por emitir atestados médicos falsos. O caso veio à tona nesta semana, depois que uma equipe da Polícia Civil - comandada pelo delegado Ailton Pereira de Freitas - checou um atestado médico que teria sido apresentado por Luciana de Jesus Santos, 30 anos, numa empresa localizada no Distrito Industrial.
Ao ser questionada sobre o documento, que não havia sido emitido por um profissional, a mulher confessou que o atestado era falso e disse que teria conseguido através da amiga Josilene Mariano da Silva, 31 anos, que é funcionária pública municipal.
Os policiais foram até a residência de Josilene e apreenderam o carimbo e um talonário de atestado médico da Prefeitura de Três Lagoas. Ela disse que trabalhava numa seção de agendamentos médicos e se aproveitou do cargo para conseguir um talão de atestado médico e do carimbo, para emitir os atestados falsos. O profissional de saúde não teve envolvimento na atitude dela.
Josilene também indicou outras pessoas que teriam recebidos esses documentos e apresentados em outras empresas da cidade e, inclusive, citou um médico com quem teria conseguido um atestado falso.
De acordo com o delegado Ailton Pereira de Freitas, Josilene foi indiciada pela prática de falsidade ideológica e peculato, cujas penas são de dois a 12 anos de prisão e um a cinco anos de prisão, respectivamente, enquanto que Luciana foi indiciada pelo crime de falsidade ideológica.
?Diligências prosseguem com objetivo de identificar outros indivíduos e profissionais de saúde que estariam emitindo atestados, bem como quem vem se beneficiando de tal prática ilícita", explica Freitas.