Roberto César Pereira Oliveira, 32 anos, matou a esposa Suellen Pereira da Costa, 28 anos, a facadas e a tiros após invadir uma casa, pedir licença e desculpa aos moradores. O crime ocorreu na noite do último domingo (22) na Rua Abrão Anache, no Jardim Anache, em Campo Grande.
Convivendo juntos há sete anos, Roberto e Suellen brigaram dentro de casa, onde ela foi esfaqueada. Em seguida, ela saiu e pediu socorro aos vizinhos. Assunção Ocampos Peralta, 62 anos, e a família socorreram a mulher. Ela contou que não viu, no início, que a mulher estava sangrando, porque ela vestia roupas escuras.
Então, a família de Assunção colocou Suellen em uma cadeira e chamou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a Polícia Militar. Enquanto a irmã conversava com a PM no telefone, Roberto chegou de carro, invadiu a área da casa e saiu do carro.
Ele pediu licença aos moradores e desculpa. ?Vou matar ela e ela sabe porque?, afirmou, segundo relato da testemunha. Em seguida, o homem efetuou os disparos. De acordo com a Polícia Civil, foram cinco tiros: três no tórax, um no pescoço e outro no braço direito. Também havia duas lesões de faca nas costas.
Policiais da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) constataram que na residência do casal, havia marcas de sangue no chão e na parede da cozinha.
Roberto é acusado de matar uma pessoa há dois anos, segundo a delegada titular da Deam, Rosely Aparecida Molina, ele também responde por lesão corporal dolosa em 2008. No entanto, apesar do histórico de violência doméstica contra Suellen, ela não tinha feito boletim de ocorrência contra o marido.
A vítima tinha dois filhos, de 7 e 11 anos, e que não eram filhos de Roberto. A investigação será feita para descobrir a causa do assassinato e encontrar pistas do assassino, que está foragido.
O homem possui várias tatuagens pelo corpo e trabalha em uma distribuidora de óleo no Indubrasil, segundo a Polícia Civil.
Histórico de violência doméstica ? O pai da vítima, o pedreiro Luiz Pereira, 56 anos, revelou a reportagem do site O Pantaneiro, que sua filha era agredida constantemente pelo companheiro. Suellen não pedia a separação porque o marido ameaçava ela e os familiares de morte.
?A gente pedia para ela separar dele, mas ela dizia que se isso acontecesse ele mataria ela, os filhos ou outro parente próximo. Ele bebia bastante, se transformava e vivia espancando minha filha, só que ela escondia isso da gente?, explicou.
Segundo Luiz, a esperança da jovem em sair do ?inferno? era a prisão do marido que já havia assassinado um jovem com 13 facadas. ?Ela achava que um dia ele seria preso. Na verdade tinha que ser mesmo, por que na época do seu primeiro crime ele alegou legítima defesa e conseguiu sair em liberdade. Agora eu te pergunto, uma pessoa que age em legítima defesa não daria tantas facadas assim em outra?, comentou.