Uma travesti de 30 anos foi morta por asfixia e jogado às margens de uma rodovia em Içara, cidade do interior de Santa Catarina. Ela se mudou de Campo Grande no final do ano passado. Conforme a Polícia Civil, Carol Melo foi encontrada nua e com marcas de violência física nos braços.
O corpo de Carol, nome social de Jonas Aparecido Vieira Lopes, 30, foi encontrado por volta das 5h da madrugada desta quarta-feira (03) às margens da Rodovia Jorge Zanatta, no Bairro Liri, em Içara.
Segundo o delegado Rafael Marin Iasco, o Instituto Médico Legal apontou que a travesti morreu por asfixia. Uma das linhas da investigação é que ela saiu com um cliente, houve uma desavença entre os dois e houve o assassinato. Após matar a vítima, o assassino a jogou do carro às margens da rodovia.
Não há suspeitos para o crime, que ocorreu em um ponto onde as travestis fazem ponto para programas sexuais.
Carol é natural de Nioque, mas morava em Campo Grande antes de ir para Santa Catarina. Parentes residem em um assentamento rural de Nioaque, a 179 quilômetros da Capital.
A presidente da Associação das Travestis e Transexuais, Cris Stefanni, lamentou o assassinato. Só na Capital foram dois homicídios de travestis neste ano.
Cris lamentou a impunidade e explicou que a maioria das travestis acaba se transformando em profissional do sexo por falta de oportunidade de trabalho em outras áreas. Para a dirigente, a discriminação social e o não acolhimento familiar acabam colocando as travestis a margem da sociedade.
?Faltam políticas públicas para evitar esse tipo de criminalidade?, afirmou Cris. A associação está em busca de parentes de Carol Melo para viabilizar o translado do corpo de Santa Catarina para Campo Grande.
Segundo o delegado, ainda não há suspeitos do crime.
As informações são de Edivaldo Bittencourt