Após a morte da jovem Pâmella Christina Castilho Barboza, 26 anos, baleada durante uma briga, o comerciante Claudionor de Andrade Gama, 40 anos, marido da vítima, confessou ter sido o autor do disparo e alegou ter sido acidental. O caso ocorreu no último domingo (30), no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, distante 138 quilômetros de Aquidauana. As informações são do Campo Grande News.
De acordo com o portal, Claudionor se apresentou, nesta terça-feira (01º), à Polícia Civil da capital. Ao prestar depoimento, ele disse que disparou o revólver 38 ?sem querer?, a bala pegou no chão, recocheteou e acertou a vítima.
A Polícia Civil esclarece que, no dia do crime, Claudionor se ofereceu para fazer um churrasco em comemoração ao aniversário de um amigo. Em certo momento, durante a festa, duas mulheres começaram a brigar e foram levadas pelos demais para fora da casa. Quando todos estavam na calçada e tentavam apartá-las, o comerciante pegou a arma de fogo e a colocou na cintura. A vítima, que estava dentro de casa cuidando do bebê de quatro meses, ouviu a confusão e saiu para ver o que estava acontecendo.
Segundo ele, neste momento, o revólver escorreu da sua bermuda e caiu no chão. Ao abaixar para pegar a arma, houve o disparo que atingiu a calçada, recocheteou e atingiu sua esposa. A Polícia Civil informou que cinco testemunhas foram ouvidas, todas disseram que viram uma faísca sair da calçada e que não perceberam alguém sacar a arma, o que reforça a versão do comerciante.
As testemunhas também falaram que Claudionor socorreu a mulher no carro de um conhecido e, durante todo o trajeto ao hospital, dizia que ?a amava?. Ele prestou depoimento bastante abalado e chorou muito ao contar sua versão.
O delegado João Reis Belo, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, foi ao local do crime acompanhado da perícia, nesta terça-feira, para ver se encontrava a marca de tiro no chão e confirmar a versão de Claudionor. Desta forma, a equipe saberia se ele teve ou não a intenção de matar a mulher e dar um novo rumo para a investigação.
Ao Campo Grande News, o delegado disse que encontrou a marca de disparo no chão, mas não teve como precisar detalhes, porque a perícia coletou material para saber se há vestígios de pólvora.