Ex-morador em Aquidauana, o desossador Maicon Igo Barbosa Moreira, de 34 anos, é apontado pela Polícia Civil como mentor do roubo cometido contra um comerciante e a mulher dele, em Anastácio, no dia 9 do mês passado. Enquanto trabalhador, ele conheceu a vítima e fez negócios com ela, por esta razão, sabia que tinha dinheiro. Preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, planejou o crime me busca de valores.
A polícia informa que Igo hoje está ligado ao crime organizado e, mesmo encarcerado, continua a articular ações delituosas. Antes de ser preso, atuou como desossador. Ele conhecia a rotina da vítima e sabia que ela tinha casas para alugar, tanto que esta foi a isca usada por ele e os comparsas. Na cadeia, ele conheceu um homem que identificado apenas como Macaco, e este, por sua vez, sabia com quem poderia contar para colocar o plano em ação.
Macaco acionou Márcia Bispo Fontoura, de 36 anos, para arregimentar os demais executores. Além dela, também participaram Thiago de Matos Lopes, 24, Jhonatan Batista da Silva, 25, Alfredo Silva de Jesus, 26, Sebastião Fay de Moraes, 59, Abraão Bispo Fontoura, 25 e Jean Wenderson Fontoura Miguel Oliveira da Silva, de 19. Todos foram presos com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), da Capital, exceto Thiago.
No dia 9 de junho, Márcia telefonou para o comerciante alegando que tinha interesse em alugar uma casa dele. A vítima, sem imaginar que estava sendo atraída para emboscada, concordou e foi ao local combinando. Ao chegar, foi surpreendida pelos criminosos armados e levada para a casa. Lá, foi ameaçada pelo grupo que prometia cortar seus membros caso não abrisse o cofre. Diziam também que arrancariam o dedo da mulher dele, além de agredi-los.
Sem chances de reagir, a vítima entregou tudo o que os bandidos queriam. Eles fugiram no carro do comerciante, um Fiat Pálio Weekend abandonado, e seguiram para a Capital. Por meio do registro telefônico e imagens de câmeras de segurança de comércios da região, a polícia foi chegando aos autores um a um, e após 25 dias de investigações, conseguiu prender praticamente todo o bando, exceto Thiago, motorista da quadrilha, que está foragido.