A Polícia Civil de Aquidauana apresentou na manhã desta quinta-feira (21), três dos 6 integrantes da quadrilha que sequestrou, torturou e roubou um comerciante e a esposa na cidade.
De acordo com a polícia, a mulher conhecida como Márcia, teria telefonado para a vítima demonstrando interesse em alugar uma casa próximo a delegacia local. Quando o idoso chegou ao local para mostrar a casa, os outros dois integrantes da qudrilha, conhecidos como Tiago, que está foragido até o momento, e Jonatan abordaram a vítima com uma arma de fogo e levaram o idoso até sua residência.
Chegando ao local, renderam a sua esposa e iniciaram tortura psicológica, dizendo em alguns momentos que cortaria os dedos da mão da esposa do comerciante. A quadrilha saiu da residência em um veículo Pálio Weekend, e que foi abandonado próximo ao trilho logo após o crime.
A quadrilha também é responsável por roubos a agências dos correios nos municípios de Ribas do Rio Pardo, Terenos, Sidrolândia e Miranda. Em Sidrolândia a quadrilha tentou assaltar o prefeito mas acabou assaltando o irmão do prefeito.
Ainda segundo a polícia, Márcia recebeu informações vindas de dentro do presídio, por alguém que ela alega não conhecer, sobre o comerciante de Aquidauana que tinha casas para alugar e possuía muito dinheiro.
O valor total do roubo não foi informado pela polícia como forma de preservaras vítimas. Com o dinheiro do roubo foi realiza a partilha e compra dos bens, que foram apreendidos.
Já o sexto integrante da quadrilha, permanece foragido.
Crime - O crime ocorreu no dia 9 de junho, e o autor, identificado como "Nenê", acabou capturado na cidade de Santo Inácio, no estado do Paraná.
Ao todo, cinco integrantes do bando já estão presos, e um está foragido. A chefe da quadrilha, uma mulher, está presa na delegacia de Anastácio. Na casa dela, foram apreendidos um veículo no valor de R$ 34 mil reais, comprado com o dinheiro do crime, o carro usado no crime e com o filho foi apreendido a arma usada no dia do crime. Além de televisores de 65' e 40'.
De acordo com a polícia, Nenê estava foragido da cadeia em Mato Grosso do Sul e tinha contra si dois mandados de prisão em aberto, além do mandado de prisão preventiva relativo ao roubo.
Na casa de parentes dele, na Capital, os investigadores recuperaram R$ 20 mil em notas de R$ 100, valor o qual o autor alega ter sido o restante dos R$ 50 mil que recebeu na partilha dos resultados do crime.