Violência
Desconhecido anunciou assalto mas foi surpreendido por reação istintiva da vítima
Um taxista pode ter escapado da morte nesta quarta-feira, 15, em Anastácio, quase um mês depois do assassinato de um colega, José Bispo de Oliveira, também de Anastácio, que trabalhava em um ponto no centro de Aquidauana.
Tudo aconteceu por volta das 15 horas, no ponto estabelecido na Rodoviária, quando um desconhecido, de 22 anos, solicitou de A. M. V. uma corrida até “os altos da cidade”. Ao chegar próximo ao destino, o taxista foi agarrado pelo braço e o falso passageiro anunciou ser um assalto.
Talvez tomado por lembranças de outros episódios, com finais dramáticos, a vítima, num ato instintivo, desferiu um soco no tórax do desconhecido, que saiu do veículo e adentrou numa mata localizada na região. Comunicada, através da Central de Operações do 7º Batalhão da Policia Militar, uma equipe da Rotai (Rondas Ostensivas) iniciou uma série de buscas, que teve um final feliz.
O falso passageiro foi encontrado em um terreno baldio, nas imediações da Rua Juscelino Kubitschek, escondido debaixo de galhos. Após se identificar como J. A. da Silva, de 22 anos, recebeu voz de prisão, sendo encaminhado para a Delegacia de Polícia de Anastácio, onde deve ficar à disposição da Justiça.
Lembranças amargas
Alguns leitores ouvidos pelo O Pantaneiro ainda na noite desta quarta-feira, lembraram o estado permanente de apreensão vivenciado pelos taxistas de Aquidauana e Anastácio.
“Nunca esqueci a atrocidade praticada contra o jovem Eudes Paulo da Cunha Viana, 23, no dia 2 de abril de 2009. No cumprimento de seu dever, ele foi barbaramente assassinado, com dois tiros, por Ronei Schmidt e Claudinei dos Santos; no cortejo, seguido e acompanhado por milhares de aquidauanenses, as faixas pedindo menos violência e mais segurança nos lembram que o perigo ainda é real, todos os dias, para esses trabalhadores”, destacou Rosenir Monteiro Melo, 42, à época professora da rede municipal de ensino.
Cinco meses antes do assassinato de Eudes, em novembro de 2008, outro taxista, Adão Lopes, foi abordado também por um falso passageiro, identificado depois pela Polícia como Joanderson Silva de Arruda, 26. Adão teve o mesmo fim. Nesta quarta, 15 de março de 2017, não fosse a pronta reação de A. F. V., de 73 anos de idade e a pronta intervenção da Policia, outra página desta modalidade de violência teria sido escrita.
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