Força deslocou aeronaves, radares e pessoal para áreas estratégicas com o intuito de coibir tráfegos aéreos ilegais na região de fronteira
A Força Aérea Brasileira (FAB) inicia, nesta sexta-feira (24), uma das maiores operações de patrulhamento de fronteira já realizadas pela instituição – com duração de pelo menos um ano e abrangendo uma extensa faixa de fronteira. A Ostium tem o objetivo de intensificar o trabalho da FAB no controle do espaço aéreo, especialmente no que se refere à repreensão de crimes transfronteiriços, como o narcotráfico. Os trabalhos serão realizados a partir de bases montadas em Campo Grande e Dourados
“Estamos tentando levar a zero o índice de ilícitos por meio aéreo numa vasta área de fronteira”, afirma o Chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich. Ele explica que, para isso, em um primeiro momento, foram deslocadas aeronaves, radares e pessoal para áreas consideradas estratégicas.
Nessa primeira etapa da Ostium, dois radares foram levados para as cidades de Chapecó (SC) e Corumbá, para melhorar a probabilidade de detecção, já que as aeronaves envolvidas em ilícitos costumam voar muito baixo. Já as cidades de Campo Grande, Dourados, Cascavel (PR) e Foz do Iguaçu (PR) receberam caças, aeronaves remotamente tripuladas, aviões-radar e helicópteros, aumentando a eficiência do patrulhamento aéreo nos locais considerados mais sensíveis.
No Mato Grosso do Sul, um dos estados onde está concentrado o esforço, toda estrutura já foi montada para o início da operação Ostium.
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