Linhas telefônicas e contas correntes usadas para operar o tráfico de drogas – dentro e fora dos presídios de Mato Grosso do Sul – foram bloqueadas como parte das ações da operação Desdita, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para desmontar esquemas do Primeiro Comando da Capital (PCC). Agentes do Batalhão de Choque estiveram, na manhã desta terça-feira (18), no presídio feminino Irmã Irma Zorzi em Campo Grande.
O cumprimento dos mandados de prisão e apreensão é feito por meio do trabalho conjunto com Polícia Militar do Estado – com os batalhões do Choque e Bope e a Diretoria de Inteligência (Dintel). Dos 24 mandados de prisão preventiva, 15 são destinados a pessoas que estão recolhidas no sistema prisional de Mato Grosso do Sul e o cumprimento das ordens ocorre com o apoio da Agência Penitenciária Estadual (Agepen).
O tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo e atuação de facção criminosa são pontos chaves para a realização da operação Desdita.
Outros 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, Naviraí, Brasilândia e Ponta Porã. Segundo o MPE, em 2016, o Gaeco desenvolveu trabalhos no sentido de identificar e processar membros da facção criminosa PCC, com atuação em Mato Grosso do Sul. O primeiro resultado obtido foi a transferência dos principais líderes para presídios federais no início deste ano, culminando hoje com a deflagração de mais uma operação.
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