Justiça
C.J.A. dos S. foi condenado a 50 anos e 8 meses de reclusão e ao pagamento de 20 dias-multa pelo homicídio dos irmãos João Carlos e Edgar José Duarte, além de Maurício Martins da Silva
Em sessão de julgamento realizado nesta quarta-feira (3) pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, o ex-policial militar C.J.A. dos S. foi condenado a 50 anos e 8 meses de reclusão e ao pagamento de 20 dias-multa pelo homicídio dos irmãos João Carlos e Edgar José Duarte, além de Maurício Martins da Silva. O réu, que está foragido, foi condenado também por porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com a denúncia, no dia 18 de novembro de 2013, por volta das 19 horas, na Vila Santa Luzia, C.J.A. dos S., usando uma pistola calibre 22, atirou contra João Carlos e Maurício, ao passo que o corréu P. de O.S., usando uma pistola calibre 9 milímetros, efetuou disparos contra Edgar.
Conforme a acusação, cinco dias antes dos fatos, Edgar teria importunado a mulher que estava no bar na companhia do ex-policial que contou os fatos a P. de O.S., que compactuou com a ideia do crime. No dia dos fatos, ambos foram até a casa de Edgar, sendo que C.J.A. dos S. ficou aguardando no veículo na esquina, enquanto P. de O.S. iria executar a vítima.
Ainda conforme a acusação, quando Edgar saiu de sua residência foi alvejado por P. de O.S. Na ocasião, a vítima João Carlos, ao ver o irmão alvejado, entrou em luta corporal com P. de O.S., bem como a vítima Maurício, que passava no local, também entrou na briga para ajudar seus amigos, momento em que o ex-policial foi até lá, e ao ver seu comparsa em desvantagem, atirou em João e Maurício, matando-os, enquanto Edgar veio a falecer pouco tempo depois no hospital.
Os acusados teriam agido por motivo torpe, pois praticaram o crime por vingança, em razão da vítima Edgar ter importunado e assediado a mulher que estava com C.J.A. dos S. O crime teria sido praticado também com recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois não poderiam supor que seriam alvejadas dessa maneira, menos que haveria uma segunda pessoa à espreita.
Em sessão de julgamento, o promotor de justiça pediu a condenação do réu pelos homicídios e no crime de posse ilegal de arma de fogo. A defesa sustentou a tese de negativa de autoria, por insuficiência de provas e a exclusão das qualificadoras.
O Conselho de Sentença, por maioria dos votos declarados, condenou o réu nos três homicídios e no delito de posse ilegal de arma de fogo. Como o acusado continua foragido, o julgamento foi realizado sem sua presença e o juiz renovou o pedido de mandado de prisão dele. O processo com relação a P. de O.S. foi desmembrado e está em grau de recurso.
FIQUE ATENTO
Exames ocorrem nos dias 8 e 15 de novembro e mais de 5 milhões de inscritos devem estar atentos às orientações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
PERIGO
Fogo atingiu um compartimento de aproximadamente seis metros quadrados. Ação rápida das equipes impediu que as chamas se espalhassem para outras áreas do estabelecimento. Não houve vítimas.
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