PF, CGU e Receita Federal desencadearam mais etapa da Operação Lama Asfáltica que investigação fraudes em licitações do governo
A Polícia Federal (PF), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal deflagram hoje (11) a quarta fase da Operação Lama Asfáltica- batizada de Máquinas de Lama. O objetivo da investigação é desarticular uma organização criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, resultando no crime de lavagem de dinheiro, divulgou a assessoria de imprensa da PF nesta quinta-feira (11).
Esta nova fase da investigação foi iniciada a partir da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, obtido durante fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas que permitiram aprofundar o conhecimento sobre a atuação da organização criminosa. Segundo a PF, ficou provado que houve desvios e superfaturamentos em obras públicas, com o direcionamento de licitações e o uso de documentos ideologicamente falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos.
Os valores repassados a título de propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas. As investigações demonstraram que estas negociações eram, em sua maioria, fictícias, com o único propósito de aparentar uma origem lícita aos recursos financeiros. Em virtude deste estratagema criminoso, a operação foi batizada de Máquinas de Lama.
S
ite e jornais de Campo Grande, onde mora o ex-governador divulgaram na manhã desta quinta-feira (11) que André Puccinelli (PMDB) está prestando depoimento na PF, para onde foi encaminhado junto com o filho André Pucinelli Junior; o dono da gráfica alvorada, Mirched Jafar Júnior e sua esposa Rosana e o ex-secretário adjunto de fazenda André Cance, segundo informações site Campo Grande News. A operação Lama Asfáltica investiga possíveis fraudes cometidas durante a gestão de Puccinelli.
Os investigadores identificaram o pagamento de propinas aos servidores públicos e a consequente tentativa de lavagem de dinheiro, por meio da concessão de benefícios e isenções fiscais fraudulentas. A força-tarefa que conduz as investigações revela que o prejuízo aos cofres públicos, levando-se em consideração os sobrepreços e desvios em obras e as propinas pagas a integrantes do grupo de fraudadores, tem um valor aproximado de R$ 150 milhões.
Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove mandados de condução coercitiva, 32 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Porto Murtinho, Três Lagoas, São Paulo e Curitiba (PR), com a participação de aproximadamente 270 policiais federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal.
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