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MS na mira de operação da Polícia Federal contra quadrilha de Fernandinho Beira-Mar

Prisões acontecem nesta quarta-feira (24) em cinco Estados e no Distrito Federal

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Mato Grosso do Sul é um dos cinco Estados onde a Polícia Federal cumpre mandados de prisão nesta quarta-feira, contra integrantes da quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que já esteve preso em Campo Grande e hoje encontra-se na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Segundo a Polícia, mesmo preso Fernandinho controla uma grande quadrilha, que realiza negócios ilegais no Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Ceará, além do Distrito Federal, tendo lucro mensal de R$ 1 milhão. Além de drogas – maconha e cocaína – atua em negócios diversificados que incluem venda de cigarros, botijões de gás, mototáxi, controle de máquinas caça-níquel e até abastecimento de água.

Os policiais cumprem 35 mandados de prisão, sendo 22 prisões preventivas e 13 temporárias, 27 de condução coercitiva e 86 de busca e apreensão. O principal alvo é a irmã do traficante e apontada como sua conselheira, Alessandra da Costa, residente num condomínio de luxo no bairro Vinte e Cinco de Agosto, em Duque de Caxias. Ela é acusada de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Outro alvo, um filho de Fernandinho, já foi preso nas primeiras horas da manhã no Estado da Paraíba.

As investigações se iniciaram há cerca de um ano com a apreensão de um bilhete picotado em uma marmita, encontrado por Agentes Federais de Execução Penal na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Após a reconstituição e exame grafotécnico, atestou-se ter sido escrito pelo líder da quadrilha, preso naquela unidade. Pelo documento, foi possível identificar ordens a outros integrantes do grupo que se encontravam em liberdade.

Foram apreendidos cerca de 50 bilhetes redigidos ou endereçados ao interno que eram entregues por um esquema altamente elaborado e sofisticado para a transmissão de seus recados. Não há sequer indícios, ao longo de toda a investigação, de participação ou facilitação por parte dos Agentes Federais de Execução Penal lotados no Presídio Federal de Porto Velho  ou demais servidores públicos envolvidos. 

Para tentar comprovar a origem dos rendimentos, foi montado um forte esquema de lavagem de capitais através de empresas de fachada e estabelecimentos comerciais, sobretudo casas de shows e bares, além de aquisições e reformas imobiliárias. Estima-se que a organização chegue a movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão, em razão das atividades ilícitas desempenhadas, sendo identificados preliminarmente bens pertencentes ao grupo avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões.

Os presos preventivamente em outros Estados da Federação serão levados para o Estado de Rondônia, sendo determinada a transferência imediata do líder e do comparsa responsável pela saída e entrada dos bilhetes para outra unidade do Sistema Penitenciário Federal e a inclusão emergencial de alguns integrantes na Penitenciária Federal de Porto Velho, como forma de desarticular a organização criminosa.

*Matéria alterada às 8h39 para acréscimo de informações 

 

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