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Testemunhas da participação de adolescentes em morte serão ouvidas em julho

Jovens de 17 anos estão internados provisoriamente após a participação na morte do empresário Ronaldo Batista

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A audiência que vai ouvir as testemunhas do caso da morte do empresário Ronaldo Batista dos Santos, 38 anos, está marcada para o dia 5 de julho e vai concluir o processo que apurar a participação dos dois adolescentes de 17 anos. De acordo com o juiz Luciano Pedro Beladelli, a sentença sobre a medida socioedicativa a ser aplicada aos dois sai em até dez dias depois da audiência. Os adolescentes foram ouvidos ontem (21).

O magistrado ressalta que os adolescentes respondem por ato infracional, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, e não pelo crime de latrocínio, como é o caso dos maiores de idades acusados de participação no caso. “Os adolescentes foram transferidos para a UNEI [Unidade Educacional de Internação] provisoriamente. E poder permanecer, caso seja fixada uma medida de internação, que é revista de tempos em tempos. Eles podem ficam por até três anos ou até completarem 21 anos. Mas, também pode ser outra medida, como a liberdade assistida. Depende da gravidade de cada caso”, detalha o juiz.

Os dois adolescentes de 17 anos detidos no Bairro São Cristóvão são amigos e deram versões distintas sobre a motivação, embora tenham concordado a respeito da execução. Um deles afirma que foi contratado por W.O por R$ 5 mil para lhe entregar um carro roubado, no caso, a Saveiro do empresário. Diante do que considerava alto valor e avaliando o risco, convidou o outro adolescente para ajudá-lo com a promessa de dividir o dinheiro arrecadado no crime.

O outro menor, por sua vez, diz que W. lhes ofereceu os mesmos R$ 5 mil para buscar o carro de Ronaldo. O veículo seria "confiscado" por causa de uma dívida de drogas. Ou seja, a vítima teria consumido entorpecentes fornecidos pelo autor, que já foi preso por tráfico, mas não teria pagado. Por isso, W. pediu a picape como forma de compensar esta dívida. O delegado de Aquidauana Eder Moraes lembra ainda que todos os envolvidos, incluindo a vítima, se conheciam.

Manutenção do trabalho no restaurante

Ronaldo dos Santos Batista era dono do restaurante Estação Pantaneira, em Aquidauana, e será administrado pela cunhada de Ronaldo. Laura Batista é professora em Anastácio, onde o empresário morava e foi morto. De acordo com as informações da família, uma reunião foi realizada com os funcionários para a avaliar a possibilidade e a decisão foi tomada com o apoio da equipe e de clientes. 

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