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PRF apreende 565 ampolas de botox e medicamentos clandestinos

Ampolas de “Neuronox”, composto conhecido por botox, poderiam ser usadas para tratamentos clandestinos estéticos e de saúde. Valor comercial da apreensão pode passar de R$ 750 mil

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Durante Operação Égide-Fronteiras, na manhã de hoje (27), em Dourados, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem por descaminho e crime contra a saúde pública, quando tentava transportar 565 ampolas de “Neuronox” (toxina botulínica) e outras substâncias ainda não identificadas, para comercialização no estado de São Paulo.

Na Unidade Operacional da PRF em Dourados, na BR-163, os policiais parara um veículo importado Hyundai Santa Fé, com placa de Amambai, dirigido por um homem de 39 anos. Suspeitas sobre a viagem do levaram os policiais a encontraremas ampolas de medicamentos importados ilegalmente: 100 ampolas rotuladas como “Neuronox – Botulinum Toxin, Type A Complex”, conhecida no Brasil como botox e 420  ampolas não rotuladas, com as mesmas características, além de outras 45 ampolas contendo pastilhas brancas, cujo composto ainda não foi confirmado.

Os medicamentos apreendidos foram levados à Polícia Federal de Dourados e passou por perícia para identificação de todas as substâncias. Laudo preliminar confirmou a existência de toxina botulínica. A droga poderia ser utilizada para aplicações médicas clandestinas, de estética e até mesmo para tratamento de disfunções neurológicas e motoras.

Além do medicamento ser importado ilegalmente, sua comercialização no país é vedada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apurou-se, preliminarmente, que a comercialização ilegal de cada frasco pode chegar a R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) e o valor total das drogas apreendidas pode ultrapassar R$ 750.000,00 (setecentos e cinquenta mil reais).

O homem preso confessou que as ampolas foram adquiridas na cidade de Assunção, no Paraguai, mas que apenas receberia pelo transporte até a capital paulista.  A Polícia Rodoviária Federal prendeu em flagrante o homem, que poderá responder por crime contra a Saúde Pública e Descaminho. O homem, o veículo e os produtos ilegais foram apresentados na Polícia Federal de Dourados.

A pena prevista pelo crime de Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais é de reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. Descaminho, a pena é de reclusão, de  1 a quatro anos.

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